quarta-feira, 13 de outubro de 2010

É hora de priorizar a escola pública


Já há algum tempo venho me sentindo incomodada com a "privatização" de alguns setores da nossa sociedade. Não, não falo de empresas estatais. Com raras exceções, sou a favor das privatizações de empresas. E por um motivo bastante simples: o governo tem obrigação de direcionar seus esforços e recursos para algumas áreas fundamentais. São elas: saúde, previdência, segurança e, principalmente, EDUCAÇÂO. Com letras maiúsculas, porque, sem educação, não se consegue garantir a perenidade dos avanços conquistados nas outras áreas.

No entanto, não se tem dado importância a isso no Brasil. Cada vez mais, o que se vê é que, ao alcançar um novo patamar de renda, as pessoas começam a optar por tudo o que é privado. Querem escola particular, plano de saúde particular, previdência particular, segurança particular. É um anseio legítimo, porque os serviços públicos, de modo geral, não primam pela qualidade. Mas, com isso, eles vão sendo abandonados e o governo deixa de ser cobrado por sua qualidade. Aliás, até incentiva o seu abandono, uma vez que dá desconto no imposto de renda por quem opta pelos serviços particulares. Estes, por sua vez, tampouco têm atendido com qualidade quem paga por eles. No fim, visam apenas ao lucro.

Por isso, gostei muito do artigo de Rubens Naves e Carolina Gazoni publicado hoje no jornal Folha De S. Paulo e disponível no site Todos pela Educação - É hora de priorizar a escola pública. Chama atenção para a questão da escola, mas a reflexão serve para as outras áreas que citei. Vale a pena a leitura.

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