quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Campanha ONU verde


Para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de respeitar e proteger o meio ambiente, a Organização das Nações Unidas (ONU) está promovendo a Campanha ONU Verde. Para participar, basta preencher um cadastro e postar no site da campanha fotos ou filmes que mostrem o que você faz no seu cotidiano para cuidar do planeta.

O prazo para colocar o material no ar termina no dia 1 de Junho de 2010 - ainda há seis meses pela frente. Importante: só poderão ser incluídos fotos e vídeos feitos com um celular - explica-se: a campanha é feita em parceria com a operadora TIM. Cada participante pode enviar de até três fotos ou um filme de até 30 segundos, acompanhados por um texto com no máximo 100 palavras que descreva a ação.

As 10 melhores fotos selecionadas vão ser expostas no site da campanha. Já os 5 vídeos selecionados serão exbidos pela MTV Brasil - outra parceira da ONU na campanha - em 5 de junho de 2010, Dia Mundial do Meio Ambiente.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Campanha do Greenpeace mostra líderes envelhecidos



Interessante a série de anúncios que o Greenpeace e a campanha Tic Tac fizeram para pressionar os líderes políticos mundiais durante a COP-15. Nos cartazes que foram espalhados pelo aeroporto da cidade de Copenhagen, onde acontece a conferência da ONU sobre o clima, dirigentes de alguns países são mostrados idosos, como se estivessem em 2020, declarando: "Desculpe, nós poderíamos ter impedido mudanças climáticas catastróficas... mas não impedimos".

Entre os escolhidos para ilustrar a campanha estão o presidente dos EUA, Barack Obama, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o presidente russo, Dmitry Medvedev, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Resta saber se eles vão querer deixar essa herança para as futuras gerações. Esperemos que não.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Óleo de cozinha não é vilão?


Já há algum tempo têm sido realizadas campanhas de recolhimento de óleo de cozinha para evitar seu descarte pelo esgoto doméstico. E acabo de ler um artigo muito interessante do físico Germano Woehl Júnior no Portal do Meio Ambiente, chamado O Uso do Óleo de Cozinha, sobre o que pode estar por trás dessas campanhas. Segundo ele, tem gente que está se aproveitando da boa-fé das pessoas para ganhar dinheiro com o óleo de cozinha usado.

Como nada é verdade absoluta quando se fala em meio ambiente - vide os especialistas que contestam as causas humanas do aquecimento global -, vale a pena conhecer o que diz Woehl, que é um dos fundadores do Instituto Rã-bugio para a Conservação da Biodiversidade, e refletir sobre essa prática. Evita-se, com isso, cair em armadilhas criadas pelos espertalhões de plantão.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Capa de chuva ecológica: feita de batata!


Já pensou como seria interessante ter uma capa de chuva plástica que, depois de usada, não virasse lixo e você pudesse plantar no seu jardim? Pois isso já é realidade na Europa.

Segundo a revista inglesa OK!, a empresa espanhola Good4Environment desenvolveu uma capa de chuva de plástico biodegradável a partir de batatas e outros materias naturais. Depois de algum tempo de uso, a capa pode ser enterrada e virar um jardim, quando as pequenas sementes que fazem parte do tecido forem regadas e começarem a germinar. De acordo com o fabricante, há tecidos com sementes de plantas aromáticas, flores e árvores da região mediterrânea.

Um pouco estranho, mas é uma boa idéia para reduzir a quantidade de plástico descartado no ambiente.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Para cuidar melhor da sua cidade


Os cidadãos que querem contribuir para a melhoria da qualidade de vida na sua cidade têm mais um portal à sua disposição: é o Cidade Democrática. O site foi criado com o objetivo de estimular a mobilização da população em torno de questões de interesse público e coletivo.

Para participar, basta criar um perfil, como em qualquer rede social, e começar a interagir e a colaborar com os demais usuários. Os internautas cadastrados - cidadãos, ONGs, empresas e órgãos do governo - podem discutir os problemas que afetam a cidade onde vivem - em qualquer parte do Brasil - e apresentar propostas para melhorar a situação. O portal permite a livre criação de temas de discussão, que podem tratar de questões em âmbito local (bairros) e municipal, mas também de problemas nas esferas estadual e nacional.

O criador do Cidade Democrática é o Instituto Seva, ONG que trata de temas como juventude, novos modelos de negócios sustentáveis, saúde, cultura, empreendedorismo social e meio ambiente. Para entender melhor como funciona o portal, assista ao vídeo abaixo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Por falar em carros e poluição...

Os automóveis não são os únicos responsáveis pelo aquecimento global, mas têm uma grande parcela de responsabilidade - bem como pelo caos no trânsito das grandes cidades. Por isso, reproduzo aqui o texto sobre o sistema Fiat eco:Drive publicado pela minha amiga Luciana Sato, que anda de olho nas ações de marketing criativas que andam surgindo por aí - muitas com foco na sustentabilidade, ainda bem! Os filmes estão em inglês.

Cases e Causos - por Luciana Sato
Numa época em que falamos em redução de impacto ambiental, a Fiat lança um sistema que mede o quanto o automóvel causa de impacto, dá dicas de como diminuir o consumo do automóvel (consequentemente poluição) e permite o compartilhamento das informações com os amigos (rede social é a bola da vez).

Acho que o que faltou foi:
1) mostrar se esse modelo de carro consome e impacta menos que os seus similares;
2) propôr formas de compensar ou reduzir ainda mais esse impacto (ex.: plantar x árvores, procurar dar carona para alguém, procurar otimizar trajetos...)

De qualquer forma, a iniciativa é válida e a comunicação, super bacana!



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As cidades mais "verdes"


Você sabe o quanto a cidade onde você vive cuida do meio ambiente? Então dê uma olhada na lista de municípios certificados do Projeto Município Verde Azul, divulgada na última semana pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Os 156 primeiros colocados atingiram mais de 80 pontos de média, por terem cumprido todas as diretivas estabelecidas pela Secretaria, e vão receber o certificado de Município Verde Azul - em 2008, foram apenas 44. O município campeão foi Santa Fé do Sul, pelo segundo ano consecutivo. Em segundo lugar ficou Novo Horizonte e, em terceiro, Guaraçaí. A cidade de São Paulo não conseguiu o certificado em razão do seu passivo ambiental.

A certificação foi criada com o objetivo de descentralizar a política ambiental, para que a gestão ambiental estadual ganhe eficiência e se valorize a participação da sociedade. Para ser avaliado, o município precisa aderir ao Protocolo Verde da Secretaria e apresentar um plano de ação para dez diretivas ambientais: esgoto tratado, lixo mínimo, mata ciliar, arborização urbana, educação ambiental, habitação sustentável, uso da água, poluição do ar, estrutura ambiental e conselho de meio ambiente. Para entender cada um desses itens, clique aqui.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dicas de sustentabilidade da minha avó 4 - Reciclagem no Natal


Na casa da minha avó, embalagem de presente não ia direto para o lixo. Quando recebíamos os presentes, abríamos cuidadosamente os embrulhos e separávamos fitas, caixas e outros apetrechos. Ela guardava tudo o que podia ser reaproveitado num armário e usava esses materiais para embrulhar os próximos presentes de aniversário e de Natal. Com isso, ela evitava a geração desnecessária de lixo, economizava o dinheiro que usaria para comprar embalagens e ainda elaborava pacotes criativos e originais, que os netos adoravam.

Hoje sigo o hábito da minha avó de guardar pacotes e adereços de presentes e reutilizá-los nas mais diferentes ocasiões. Quando o embrulho tem a marca de alguma loja específica, escondo o logotipo com alguma pintura, adesivo, papel colorido ou laço, o que dá uma cara nova e original ao pacote.

Outra prática da minha avó no Natal era enfeitar o pinheiro com bombons, em vez de usar bolas de vidro ou de plástico. Ficávamos encantados, esperando sua permissão para devorar aqueles "enfeites" tão gostosos, mais desejados do que qualquer sobremesa. Inspirada por ela, já há alguns anos decidi trocar a árvore de Natal por um calendário de feltro, com pequenas bolsas em cada dia do mês de dezembro - muito simples de fazer. Em cada uma delas, coloco pequenas guloseimas que minha filha pode comer no dia correspondente. Assim, ela vai contando os dias para a tão esperada noite de Natal.

Atitudes simples como essas podem fazer do Natal, uma data tão propícia ao consumo desenfreado - e, por consequência, ao desperdício -, em uma data mais próxima do seu conceito inicial.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Show em favor dos direitos dos animais


No próximo dia 13 de dezembro, a ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) vai promover no Parque da Independência (Museu do Ipiranga), em São Paulo, o show gratuito “ANDA – Música e Consciência – Pelos animais, pelo Planeta” com o objetivo de sensibilizar a população em relação aos direitos animais e à preservação do planeta.

O evento, que começará às 11 hs e terá 6 horas de duração, contará com a participação de Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Fernanda Porto, Projeto Pequeno Cidadão, Palavra Cantada, Jair de Oliveira, Sananda, Banda Stevens, Renato Teixeira, Banda Pecora, Robson Miguel, Fernando Anitelli, Gabriela Veiga, Galdino Octupus e Willians Marques. Além das apresentações de música, o artista plástico Alexandre Huber pintará um painel, com ajuda das crianças, sobre a vida nos oceanos.

O show faz parte das atividades relacionadas à 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a Cop 15, que acontecerá entre os dia 7 e 18 de dezembro em Copenhagen, na Dinamarca.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Nota Verde para carros de 2009


Se você não consegue abrir mão de usar carro, pelo menos fique de olho na quantidade de emissões do seu veículo. O Ministério do Meio Ambiente acaba de lançar a nova versão da Nota Verde, ferramenta que avalia com estrelas os carros fabricados em 2009 de acordo com seu índice de emissão de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio - os menos poluentes recebem 5 estrelas e os mais, uma estrela. A primeira versão, que incluía apenas os automóveis fabricados em 2008, que recebiam notas de 5 a 10, saiu no último mês de setembro.

Para conferir a nova lista da Nota Verde, clique aqui.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Xô, canudo!


Os canudinhos de plástico são quase onipresentes em bares e lanchonetes. Mas, apesar de práticos, podem causar alguns problemas, tanto para a saúde quanto para o meio ambiente.

Para evitar contaminação por bactérias, os canudos devem estar embalados em papel ou celofane. Só que não é o que acontece na maioria dos estabelecimentos - em geral, eles ficam expostos nas mesas e balcões sem proteção, sujeitos à manipulação de funcionários e clientes. Por outro lado, canudos embalados individualmente geram ainda mais lixo que os vendidos em sacos com grandes quantidades.

Por isso, o ideal é não usar canudos e tomar líquidos em copos reutilizáveis ou diretamente da garrafa ou da lata, se estiverem em condições adequadas de higiene. Assim se evita, ao mesmo tempo, a contaminação e a produção desnecessária de resíduos a serem descartados após o uso.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Rede social sobre comércio justo


Os interessados em discutir sobre consumo consciente e comércio justo ou comprar produtos sustentáveis têm uma rede exclusiva sobre o assunto em português. Trata-se da rede social AffairTrade, que, segundo seus criadores, tem como objetivo oferecer um espaço para que os internautas exponham suas idéias e atitudes em relação aos seus hábitos, promovendo a troca de idéias e experiências comerciais éticas e solidárias.

A AffairTrade é uma iniciativa da Essenciais do Brasil, do Rio Grande do Sul, primeira loja virtual de produtos naturais e orgânicos com vendas exclusivamente pela internet. Embora, à primeira vista, possa parecer que haja interesse exclusivamente comercial no projeto - a loja aproveita bastante o espaço para divulgar seus produtos -, tem muita coisa interessante na AffairTrade. No blog e no fórum, é possível conhecer produtos criativos e sustentáveis de diferentes partes do mundo, ler dicas dos membros da rede e participar das discussões.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma força para os vira-latas


Para chamar a atenção para a questão de maus-tratos e abandono de animais nas grandes cidades, a publicitária Luciana Sarraf criou o Projeto Celebridade Vira-Lata. Ela transformou cachorros de rua que tiveram a sorte de ser adotados em modelos para um calendário, nos moldes dos tradicionais calendários com top models. Os quinze animais selecionados para ilustrar os meses do ano foram clicados pelo fotógrafo Marco Maia, especialista em moda.

O resultado pode ser conferido no site do projeto, pelo qual é possível comprar o calendário, por R$ 20. O material também está à venda no Centro de Adoção de Animais, localizado na Av. Paulista, em São Paulo. A renda obtida será destinada a ONGs dedicadas à proteção e ao cuidado com animais.

Que tal contribuir com essa causa? Esse calendário dá um belo presente de Natal, principalmente para quem gosta de animais e de contribuir com uma vida melhor.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Doação de livros para o Natal


Não sabe que destino dar para os livros que você tem em casa e não quer guardar? Doe para bibliotecas municipais e instituições de assistência social. Outra alternativa é participar de campanhas promovidas por empresas, como a que a Droga Raia está fazendo neste final de ano.

Com a campanha "Passe adiante uma história. Doe um livro", a rede de drogarias pretende arrecadar livros para a criação ou a manutenção de bibliotecas próximas às suas 300 filiais. As instituições que receberão os livros serão escolhidas pelas equipes de cada unidade. Para contribuir, basta dirigir-se a qualquer uma das lojas da rede e deixar os livros na caixa da campanha (foto).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ecofont deixa textos impressos mais "verdes"


Inconformados com a quantidade de tinta que se gasta para produzir materiais impressos, os designers gráficos da SPRANQ, agência de comunicação holandesa, resolveram desenvolver uma fonte mais econômica e amigável para o meio ambiente. Da extensa pesquisa realizada por eles nasceu a Ecofont, que utiliza na impressão 20% menos tinta que as fontes convencionais em razão dos pequenos círculos vazados presentes no corpo das letras.

Como foi inspirada em uma fonte open source, a vera sans, a Ecofont pode ser baixada e usada gratuitamente por qualquer pessoa, tanto em PCs quanto em MACs. Basta acessar o site - que tem uma versão em português - e fazer o download. Com essa iniciativa, a SPRANQ pretende estimular a consciência ecológica de outros profissionais e a busca de inovações tecnológicas com foco na sustentabilidade por fabricantes de software e impressoras.

Que tal fazer um teste? Além de gerar menos resíduos, você ainda vai economizar seus cartuchos de tinta.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Restaurantes sustentáveis


Quem é adepto de uma alimentação mais saudável e que cause o mínimo de impacto ao meio ambiente já encontra uma alternativa para fazer refeições fora de casa: são os restaurantes sustentáveis, que têm se multiplicado nos últimos tempos em diversas partes do mundo.

Esses estabelecimentos vão muito além de um cardápio à base de produtos orgânicos. Eles reciclam seus resíduos, procuram usar fontes de energia limpa ou equipamentos mais econômicos, utilizam materiais certificados e atóxicos na construção e nos móveis, servem água filtrada aos clientes, dispensando garrafas plásticas e de vidro, e tomam cuidados especiais com a origem dos alimentos, escolhendo hortaliças e frutas orgânicas e carnes sem hormônio, produzidos por agropecuaristas certificados, e praticando o comércio justo.

Um dos mais restaurantes mais badalados no momento é o Acorn House, que fica em Londres, Inglaterra, assim como os "verdes" Water House e The Clerkenwell Kitchen. Na Austrália, um bom representante dos restaurantes sustentáveis é o Source Foods, que fica na cidade de Perth. Nos EUA, bons exemplos são o Ecopolitan, de Minneapolis, o Harbour, de Nova York, que só usa peixes criados de forma sustentável no cardápio, e o Academy Café e o The Moss Room, ambos situados dentro da Academia de Ciências da Califórnia, na cidade de São Francisco.

No Brasil, ainda há poucas opções, e a grande maioria tem o foco apenas na comida, baseada em produtos naturais, artesanais e orgânicos - ao que parece, o conceito de sustentabilidade de forma mais geral ainda não se disseminou na área gastrônomica. Uma delas é o restaurante Paraíso Tropical, em Salvador (BA), que produz quase todos os alimentos utilizados na sua cozinha, inclusive peixes e frutos do mar, e fica numa área rodeada pela Mata Atlântica. Em São Paulo, o Fulô e o Bio Alternativa são dois restaurantes vegetarianos adeptos dos alimentos orgânicos, assim como o Celeiro, do Rio de Janeiro.

Já o McDonald's faz o contrário - mantém a comida industrializada, mas investe numa infraestrutura sustentável para suas lojas. No ano passado, a rede inaugurou um restaurante sustentável em Bertioga, no litoral paulista - o primeiro McDonald´s ecológico da América Latina. Nessa unidade, os móveis são feitos de madeira certificada, o piso foi feito com vidro de lâmpadas fluorescentes recicladas, a água da chuva é captada para uso no sistema de irrigação, nos sanitários e na lavagem dos pisos, o sistema elétrico funciona com energia solar e há um programa de coleta seletiva de lixo, entre outras ações.

De acordo com a The Green Restaurant Association, ONG americana que certifica restaurantes sustentáveis, alguns requisitos são indispensáveis para considerar um estabelecimento como tal: uso racional da água; reciclagem de materiais e compostagem de restos de alimentos; compra de alimentos orgânicos e de produção local; uso de produtos atóxicos na construção e na mobília; energia obtidas de fontes renováveis; móveis e utensílios feitos de madeira certificada ou de materiais recicláveis e/ou reciclados.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Programação gratuita sobre a COP 15


Para estimular a reflexão e o acompanhamento dos temas que serão debatidos na COP 15, que será realizada em dezembro, a Matilha Cultural vai promover entre 24 de novembro a 20 de dezembro em sua sede um evento gratuito que envolve exibições de filmes, instalações de arte, exposição de fotos, debates e ações sobre reciclagem, reuso, lixo eletrônico, desmatamento e mudanças climáticas. O objetivo do Copenhagen é aqui! é promover o debate sobre soluções para a redução do impacto ambiental das práticas cotidianas dos habitantes de São Paulo.
A Matilha Cultural fica na rua Rego Freitas, 542, Vila Buarque, São Paulo (SP).

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Lingerie ecológica


E não é que até calcinhas e sutiãs podem ser mais "verdes"? A Universo Íntimo, de Campo Grande (MS), desenvolveu três linhas de lingeries ecológicas. A Coleção Uni Bamboo, a primeira ser lançada no mercado brasileiro, tem como base tecidos feitos de fibras de bambu, uma matéria-prima natural e antibactericida, que, segunda a empresa, regula a temperatura do corpo. Já as coleções Eco Organic e 100% Algodão Organic usam algodão orgânico na sua composição -- a primeira numa proporção de 95% de algodão para 5% de elastano e a segunda, como o nome diz, na totalidade.

A iniciativa é interessante e pode ser boa tanto para seu corpo, já que as fibras naturais costumam ser mais confortáveis, quanto para a natureza.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Voto a favor da diversidade e contra a violência


O Senado Federal está realizando uma enquete no site da Agência Senado para saber se a população é a favor ou não da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais - tema que foi tratado aqui neste blog em agosto de 2009, em post sobre a Campanha Não à Homofobia.

Infelizmente o projeto tem sido alvo de forte resistência no Congresso, por conta da bancada evangélica. De acordo com ativistas, setores das comunidades evangélicas chegaram a hackear a enquete do Senado, para manipular os resultados a favor da sua posição.

De qualquer forma, se você é a favor da diversidade e contra qualquer tipo de violência - e a violência contra os homossexuais é só uma das muitas formas que afetam nossa sociedade hoje -, é importante dar sua opinião a nossos legisladores. Caso contrário, o Estado brasileiro, que deveria ser laico, vai continuar sendo influenciado por grupos religiosos, deixando de cuidar de grupos que são vítimas de preconceito, intolerância e atentado aos seus Direitos Humanos.

A enquete está no canto inferior direito da página principal da Agência Senado. Participe!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Gincana para ocupar os espaços públicos de São Paulo


Um dos problemas das grandes cidades é o abandono dos equipamentos públicos e a dificuldade da população em apropriar-se dos espaços urbanos, zelando e cobrando por sua manutenção.

A cidade de São Paulo vem colocando em prática nos últimos anos diferentes iniciativas para que a população usufrua mais dos espaços públicos, como a Virada Cultural e a Virada Esportiva. No dia 13 de dezembro, será a vez da Gincana São Paulo Cidade Incrível 2009, organizada pela Secretaria Municipal de Esportes, com o apoio da Adventure Camp e da Milk Comunicação. Das 7h às 20h, estima-se que 8 mil pessoas participem das diferentes etapas do evento e da fase final no Vale do Anhangabaú.

Por meio de brincadeiras e atividades lúdicas e recreativas, a gincana pretende mostrar à população os vários clubes, bibliotecas, museus, parques e outros espaços públicos onde é possível praticar exercícios e ter acesso a cultura de forma gratuita. Além disso, o evento vai promover o conceito de sustentabilidade, por meio da arrecadação de latinhas de alumínio, garrafas PET e alimentos não perecíveis e do incentivo à utilização de transporte público e bicicletas para a chegada aos locais de competição.

As inscrições podem ser feitas na Supervisão de Esportes das Subprefeituras ou pelo site da gincana, onde também é possíve conferir toda a programação e os prêmios que serão oferecidos aos ganhadores.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Futebol no Dia da Consciência Negra


O Museu do Futebol, situado dentro do Estádio do Pacaembu, terá uma programação especial na próxima sexta-feira, Dia da Consciência Negra. As atividades, que incluem exposição de fotografias, apresentação de vídeos, experiências sensoriais, jogos e contação de histórias, terão como objetivo mostrar como foi a aceitação de negros, mulatos e mestiços no esporte mais popular do país.

O futebol chegou ao Brasil sete anos depois da abolição dos escravos, e, no começo, apenas brancos o praticavam. Como se tratava então de um esporte de elite, os clubes não aceitavam a participação de atletas negros. Mas, conforme o esporte foi se tornando mais popular, os clubes passaram a refletir a diversidade cultural do país. Os interessados poderão conhecer toda a história desse processo e outras curiosidades sobre o futebol das 10 às 18 horas. O ingresso custa seis reais.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Lavanderia "verde"


Alguma vez você já se pegou pensando no que fazer com os cabides que recebe toda vez que busca uma roupa na lavanderia? Em geral, eles vão se acumulando e acabam ou no lixo ou ocupando um espaço precioso no guarda-roupa.

Para tentar minimizar o desperdício de material e o descarte inadequado de plástico no meio ambiente, a lavanderia Wash, de São Paulo, lançou uma campanha diferente, que faz bem tanto para o bolso do cliente quanto para a natureza. A cada 20 cabides devolvidos à empresa, o cliente recebe 4 reais de bônus para descontar do valor a pagar pelas lavagens ou outros serviços.

Pode parecer pouco, mas é com atitudes conscientes como essa que ajudamos efetivamente a reduzir a quantidade de lixo produzido na cidade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Contra o aquecimento global


Quer contribuir para as discussões da COP-15, mesmo que a distância? Uma forma de fazer isso é participar da campanha Vote pelo Planeta, que está sendo realizada pelo WWF-Brasil em conjunto com a rede WWF em todo o mundo. De acordo com a organização, trata-se da primeira eleição feita simultaneamente no planeta inteiro, a favor do estabelecimento de um acordo climático justo e efetivo, capaz de manter o aumento da temperatura da Terra abaixo dos 2ºC.

Por meio de um aplicativo desenvolvido pela WWF em parceria com o Google, você se cadastra e junta o seu voto aos votos de pessoas de todas as partes do mundo, e a WWF se encarregará de apresentar a mobilização durante a Conferência, no próximo mês de dezembro. Você também pode deixar uma mensagem, ver quem já votou e as organizações e países que estão participando da campanha - como Japão, Espanha, Austrália e Canadá, além do Brasil.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Campanha para recolher lixo eletrônico


Atire a primeira pedra quem nunca foi seduzido pelo último modelo de celular, computador, televisão ou um outro eletrônico qualquer. Até eu, que sempre sou a última a aderir às mais recentes tecnologias entre os meus amigos -, de vez em quando fico tentada a trocar meus equipamentos pelos modelos mais recentes. Ainda bem que raramente faço isso.

Por causa do bombardeio de novidades, tem crescido assustadoramente a quantidade de lixo eletrônico nas grandes cidades. E, infelizmente, a reciclagem desse material é bem complicada e trabalhosa, o que faz com que os equipamentos, muitos dos quais contêm substãncias tóxicas, acabem sendo descartados em lixões, contribuindo para a contaminação do solo.

Para tentar combater o problema, foi sancionada em julho deste ano no estado de São Paulo a Lei 13.576, que obriga fabricantes, distribuidores e lojistas a recolher equipamentos usados e destiná-los a empresas de reciclagem. Só que, na prática, a lei ainda não teve resultados concretos, porque falta uma regulamentação específica. Por isso, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente está estudando a criação de uma compensação para as empresas de reciclagem, semelhante ao crédito de carbono. Pela proposta, todas as lojas de produtos eletrônicos deverão ter pontos de coleta e os fabricantes pagarão créditos para que empresas de reciclagem recolham os equipamentos usados.

Enquanto isso não vira realidade, a boa notícia é que algumas cidades já estão começando a tomar medidas por conta própria para minimizar o problema. Em Guarulhos, na Grande São Paulo, a Associação Comercial e Empresarial do município, a ACE-Guarulhos, acaba de lançar a campanha "Doe seu lixo eletrônico", com o objetivo de reciclar baterias, celulares, pilhas, videocassetes, televisores, computadores e outros aparelhos eletrônicos descartados pela população.

As empresas participantes do Núcleo de Vídeo Locadoras do Empreender-Guarulhos vão manter em suas lojas containers para que as pessoas descartem baterias, pilhas, videocassetes, computadores, televisores e outros equipamentos eletrônicos. O Instituto Recicla Cidadão, uma ONG local, fará a coleta desse material e o encaminhará para uma usina recicladora especializada.

Tomara que outras entidades sigam o exemplo da ACE-Guarulhos e se mobilizem para dar um destino adequado ao lixo eletrônico. Enquanto isso, nós podemos contribuir contendo nosso desejo de consumir e trocando os produtos quando realmente for necessário.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Livro também se recicla

Os aficionados por leitura que não têm espaço ou não querem guardar os livros que compram têm uma nova opção, além dos tradicionais sebos, para dar a eles uma destinação adequada: o Livra Livro. Trata-se de um site que intermedeia gratuitamente a troca de livros entre os interessados cadstrados. O único custo para o usuário é o do envio do livro a ser trocado pelo correio.

A idéia é simples: o usuário seleciona de uma lista os livros que tem para trocar e os livros que quer receber - caso não esteja na lista, você pode adicionar um novo título. O sistema de busca então encontra os usuários que querem trocar ou receber os livros que você selecionou e coordena a troca. Caso todos os envolvidos no processo aceitem fazer a troca, você envia seu livro pelo correio e recebe aquele que deseja. Os próprios usuários podem denunciar pessoas que não enviem os livros conforme o combinado ou que mandem exemplares em mau estado de conservação.

Também há um espaço de doação de livros, onde potenciais doadores podem encontrar instituições interessadas em receber as obras. É um bom jeito de incentivar a leitura reaproveitando um produto nobre em todos os sentidos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Por dentro dos Selos de Certificação Ecológicos


Os selos de certificação são uma espécie de "atestado" da origem dos produtos que consumimos. Sua função é confirmar que os produtores cumpiram todos os critérios de responsabilidade social e ambiental descritos nos rótulos.

O problema é que há muitos selos de certificação diferentes, para características específicas dos produtos, e nem sempre os criterios são claros para quem compra. Por exemplo, quando um produto é orgânico? E sustentável? Além disso, há diferenças entre as certificações realizadas por organizações ou órgãos públicos e os selos criados pelas empresas que fabricam o produto.

Para não cair em armadilhas, vale a pena consultar a lista divulgada pelo Portal do Meio Ambiente, que explica, em detalhes, o que de fato atestam os principais selos encontrados no mercado brasileiro.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Papel para usar e plantar


Uma idéia criativa de reaproveitamento de resíduos vem sendo desenvolvida por algumas organizações e empresas brasileiras: o papel semente. Feito de forma artesanal, a partir de aparas e de papel descartado por indústrias, o material recebe, durante o processo de reciclagem, sementes de flores e temperos. Assim, depois de usado, basta molhá-lo, picá-lo e plantá-lo em algum local com terra adubada. Assim, em vez de lixo, o papel semente vira lindos canteiros no jardim ou dentro de casa.

O material é perfeito para produzir brindes, envelopes, crachás, embalagens, cartões, folders, etiquetas para roupas e outros produtos de papel que normalmente são descartados depois de pouco tempo de uso. Para saber mais, vale entrar nos sites das empresas que fabricam o papel semente: Instituto Papel Solidário, Papel Semente e Grupo Eco.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Embalagem solúvel em água


A edição de novembro da revista inglesa Creative Review, especializada em comunicação visual, está sendo vendida nas bancas com uma embalagem diferente: um saco plástico solúvel em água quente. De acordo com os editores da revista, trata-se da primeira publicação do mundo a testar esse novo material, desenvolvido pela empresa Cyberpac, também inglesa, formada por especialistas em embalagens criativas. Seus criadores afirmam que ela é feita de uma substância hidrodegradável cinco vezes mais forte que os plásticos convencionais, porém não tóxica e degradável por microorganismos.

Se realmente o material não oferecer riscos ao meio ambiente, é uma boa idéia para reduzir os resíduos gerados pelas publicações impressas, que usam plástico comum para proteger o papel durante o processo de distribuição e venda.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Lavar calçada com água limpa NÃO!


Apesar de todo mundo saber que não se deve usar água limpa para lavar calçadas - em algumas cidades existe até multa para quem fizer isso -, muita gente insiste em cometer esse pecado ambiental.

Ao levar minha filha para a escola, presenciei um crime ainda maior: um mesmo condomínio - situado na esquina da rua Piauí com a rua Bahia, no bairro de Higienópolis, em São Paulo - colocou seus funcionários para lavar as calçadas com mangueira, isto é, usando água corrente limpa, três vezes na mesma semana! E em uma semana de chuva quase todos os dias! O pior é que certamente a grande idéia não foi deles. Eles devem ter sido orientados ou pelo zelador, ou, mais provavelmente, pelo síndico a fazer isso.

De acordo com o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, o hábito desse condomínio leva ao desperdício de aproximadamente 310 litros de água por lavagem. Parece pouco, mas sabe o que representa esse gasto? Se 1 milhão de residências ou prédios deixassem de lavar as calçadas por um único dia, sobraria água suficiente para abastecer a população da cidade de São Paulo no mesmo período.

As calçadas não precisam ser lavadas, apenas varridas. Caso a sujeira esteja incomodando demais, deve-se usar a água que sobra de outras lavagens, como de roupas, ou água da chuva. Teoricamente todo mundo sabe disso e diz ser contra o desperdício, mas na prática, como se vê, a realidade é outra. Infelizmente.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Dicas de sustentabilidade da minha avó 3 - economia de energia


Uma coisa que sempre foi regra na casa da minha avó foi economizar energia elétrica. Ninguém podia sair de um ambiente sem apagar a luz - caso contrário, lá vinha ela atrás de nós desligando os interruptores com aquela famosa frase: "não somos donos da Light!" (Light era o nome da concessionária de energia naquela época).

Apagar as luzes dos cômodos vazios é apenas uma das muitas formas de economizar energia elétrica dentro de casa. Também faz diferença trocar as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que, apesar de mais caras, compensam o investimento pelo menor consumo de energia e pela maior durabilidade. Seguindo o mesmo raciocínio, na hora de comprar eletrodomèsticos, não se deve esquecer de olhar os dados de eficiência energética dos aparelhos, para dar preferência aos mais econômicos.

Outra prática importante é tirar os aparelhos eletroeletrônicos da tomada quando não estiverem sendo usados. Além de economizar energia - sim, eles continuam usando a eletricidade da rede mesmo estando apagados -, assim você evita que os aparelhos sejam danificados em caso de “apagões” ou grandes oscilações na rede. Isso vale inclusive para o controle remoto, por isso a TV deve ser desligada diretamente no botão do aparelho.

Minha avó também esperava os alimentos esfriarem antes de colocá-los dentro da geladeira, evitando gasto adicional de energia para equilibrar a temperatura interna. E ainda descongelava o freezer de tempos em tempos para diminuir o acúmulo de gelo, outro "ladrão" de energia.

São atitudes simples, mas que fazem grande diferença para o bolso e para o meio ambiente.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Movimento + Feliz


Interessado em voluntariado? O Movimento + Feliz, que acaba de ser lançado, tem justamente o objetivo de promover a participação da sociedade em causas sociais. Inicialmente, o primeiro beneficiado do programa, desenvolvido pela agência de comunicação 141 SoHo Square, é o projeto Bairro-Escola, da ONG Cidade Escola Aprendiz, mas deve ser levado depois a outras instituições. No blog do movimento, os organizadores pedem a doação de um dia de trabalho ou de salário à campanha e explicam como isso pode ser feito. A campanha de divulgação, criada pela própria 141 SoHo Square, foi produzida de forma voluntária pelas produtoras parceiras do movimento e está sendo veiculada pelos veículos de comunicação gratuitamente.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Aparelhos carregados a luz solar


Já existem diversos equipamentos de uso cotidiano que podem ser carregados a luz solar: calculadoras, celulares, carregadores, luminárias e até aparelhos de uso médico, como medidores de pressão. Eles são uma boa pedida para reduzir o consumo de energia elétrica e evitar as pilhas e baterias tradicionais, que, quando descartadas de forma inadequada, poluem os solos e as águas.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Produtos baratos podem esconder trabalho forçado

Você já imaginou como se mantém a indústria de produtos muito baratos? De acordo com a Organização Internacional de Migrações (OIM), sua base está na exploração de trabalho forçado, que atinge mais de 12 milhões de pessoas em todo o mundo.

Para acabar com o problema, a OIM acaba de lançar uma campanha para envolver os consumidores no combate ao tráfico de pessoas - chamada What's Behind the Things We Buy (o que está por trás das coisas que compramos, em português). Seu objetivo é levar os consumidores a questionar o que leva um produto ou serviço a ser vendido por um preço muito baixo. Segundo a OIM, é fundamental que se conheça a origem do que se compra e de que forma é produzido.

Então, quando você se deparar com produtos baratíssimos, lembre-se de saber de onde eles vêm. Dá trabalho, mas você contribui para evitar que pessoas sejam exploradas e traficadas para dar lucro a empresários inescrupulosos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Calibrar os pneus ajuda a diminuir a poluição

Muita gente não presta atenção na calibragem dos pneus do carro ou só passa no posto para conferir a pressão quando vai pegar estrada. Só que calibrar os pneus regularmente é fundamental para reduzir a emissão de gases causadores do aquecimento global - e também para economizar combustível, reduzir a depreciação dos pneus e ourtas peças do carro e manter a segurança na direção.

De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa Bridgestone em seis países da América Latina em 2008 (Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, México e Venezuela), um em cada seis motoristas dirige com a pressão dos pneus abaixo do recomendado. Desses, um em cada seis deixa os pneus com pressão abaixo do limite mínimo de segurança, colocando em risco sua integridade e a de outras pessoas.

Por causa desse descaso com a calibragem, esses motoristas desperdiçam por ano 660 milhões de litros de combustível, o que corresponde a US$ 645 milhões. Eles também provocam uma emissão extra de 1,5 milhão de toneladas de carbono na atmosfera. Isso acontece porque pneus mal calibrados fazem com que o motor trabalhe com mais esforço, queimando mais combustível e emitindo mais poluentes.
E você, já conferiu hoje como anda a pressão dos pneus do seu carro?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Breathing Earth

Um site interessante para quem gosta de estatítiscas, mas de uma forma visual e criativa: o Breathing Earth. A página apresenta, no mapa-múndi, uma simulação em tempo real das emissões de carbono e das taxas de natalidade e mortalidade de cada país. E tudo isso vai aparecendo no mapa enquanto você navega pelos países. Por exemplo, a cada nascimento e morte, aparece um ícone para sinalizar o país onde esses eventos aconteceram.
Achei interessante a possibilidade de comparar os dados entre os países e de visualizar a rapidez com que os eventos ocorrem no mundo - um contador mostra quantas pessoas nasceram e morreram e quantas toneladas de carbono foram emitidas durante o período que você passou visitando o site. O ritmo é assustador, fica claro que os ativistas têm razão em dizer que a hora de fazer alguma coisa é agora.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Novo CD de Ney Matogrosso é neutro em carbono


O novo CD de Ney Matogrosso, Beijo Bandido, que acaba de ser lançado, traz uma novidade, além das belas músicas do repertório do cantor: o selo Prima Mudanças Climáticas. Concedido pela ONG Prima - Mata Atlântica e Sustentabilidade, o selo certifica que a produção do CD teve suas emissões de carbono compensadas. No caso, as cerca de 600 toneladas de carbono geradas no processo foram neutralizadas por meio do plantio de mais de 100 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, no sítio do próprio Ney, em Saquarema (RJ).

Beijo Bandido é o primeiro CD no Brasil a compensar os impactos ambientais de sua produção. Mas não é a primeira incursão de Ney Matogrosso na área de sustentabilidade - seus últimos shows já tinham suas emissões compensadas da mesma forma.
Para calcular a quantidade de carbono emitida na produção do CD, a Prima levou em conta, entre outros fatores, a energia elétrica gasta nas gravações e na confecção dos CDs e o gasto de combustível nas atividades de transporte de materiais e de distribuição dos discos em todo o país. Tomara que outros artistas adotem a ideia de Ney Matogrosso.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Campanha e rock pelo clima



A Campanha Global de Ações pelo Clima, também conhecida por TicTacTicTac, está promovendo uma série de ações pelo mundo todo para chamar a atenção da sociedade civil e da opinião pública para as discussões da COP-15, confereência da ONU sobre mudanças climáticas que será realizada em desembro em Copenhague, na Dinamarca. A idéia das organizações que fazem parte da campanha é levar uma série de orientações e reivindicações para o evento.

Para ajudar na mobilização, a campanha lançou um vídeo com a regravação da música Beds are Burning, um sucesso dos anos 90 da banda australiana Midnight Oil, cantada por diferentes artistas, entre os quais Lily Allen, Marion Cotillard, Fergie, Duran Duran, Scorpions e os próprios autores, só para citar alguns. A letra originalmente trata da questão aborígene na Austrália, mas tem tudo a ver com o momento atual, em que, para o lucro e o conforto de alguns, se destrói a terra da maioria.

Sempre gostei da música e da banda - conhecida por seu ativismo ecológico -, e curti a nova versão. Confira.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dicas de sustentabilidade da minha avó 2 - desperdício de comida

Minha avó tinha horror ao desperdício de comida - ela dizia para os netos que isso era pecado. E, confesso, herdei isso dela. É uma das coisas que mais me deixa mal, ainda mais se pensarmos quanta gente passa fome por aí. Então, o que ela fazia e que eu faço: estoco na despensa apenas alimentos não perecíveis. Os outros compro conforme a necessidade. Por isso, vou toda semana à feira ou ao supermercado (usando sacolas retornáveis) e aproveito para trazer as frutas e legumes da safra. Assim, dá para variar bem o cardápio e comer comida fresca sempre. E quando sobra alguma coisa das refeições - o que tem sido cada vez mais raro, porque também me disciplinei a cozinhar apenas a quantidade que a família vai comer -, no dia seguinte crio algum novo prato com as sobras.

Como já deu para perceber, essa prática também ajuda a economizar dinheiro. Comprando só o necessário, não jogamos nada fora e gastamos menos nas compras. E ainda contribuímos com os produtores locais de alimentos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

São Paulo aprova Política Estadual de Mudanças Climáticas


Aproveitando o Blog Action Day, que neste ano trata de mudanças climáticas, trago uma boa notícia, em especial para os paulistas: acaba de ser aprovada a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC) do Estado de São Paulo. Um dos principais pontos da Polítca é o estabelecimento de uma meta de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa para todos os setores da sociedade: 20% até 2020 em relação às emissões registradas em 2005.

A PEMC também cria o Conselho Estadual de Mudanças Climáticas – que terá caráter consultivo – e dá ao Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop), que hoje apóia projetos relacionados ao controle da poluição e preservação do meio ambiente, a atribuição de financiar ações e planos específicos de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas.

Entre outras medidas, a PEMC incentiva ainda a criação de políticas públicas que priorizem o transporte sustentável, com a construção de ciclovias, o desenvolvimento de programas de carona solidária, a ampliação da inspeção veicular.

Com isso, os representantes do governo do estado pretendem mostrar na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em dezembro deste ano em Copenhague, posições mais fortes em relação ao tema.

Dia Nacional da Reciclagem


Conforme publicado no Diário Oficial da União da última terça-feira (13), a lei 12.055, de 9 de outubro, institui o Dia Nacional da Reciclagem em 5 de junho.

Segundo os autores da lei, o objetivo de estabelecer uma data nacional para o tema é conscientizar a sociedade sobre a importância da coleta, separação e destinação de materiais recicláveis. O dia 5 de junho foi escolhido por ser também o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Só que ter um dia para comemorar pode ser inócuo se não foram tomadas medidas concretas e eficazes para ampliar a coleta seletiva de lixo e a reciclagem dos materiais. De comemorações e falatório, o mundo já está cheio. Mas de ações concretas, que façam a diferença, ainda não. Vamos ver no que dá!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dicas de sustentabilidade da minha avó


Hoje vou começar uma nova série de posts aqui, com as dicas de sustentabilidade da minha avó. Claro que ela nunca chamou suas pequenas atitudes do dia a dia de sustentáveis - até eu só fui perceber há poucos anos que essas pequenas ações que praticávamos em casa naturalmente desde sempre ganharam status de "verdes" e "bacanas". Acho até que ela nunca chegou a ouvir a palavra sustentabilidade em toda a sua longa vida - para ela, uma imigrante portuguesa que morreu no ano passado aos 90 anos de idade, essas atitudes eram uma questão de sobrevivência. Ela passou pela II Guerra Mundial - chegou a cruzar o Atlântico de navio no perigoso ano de 1943 com um bebê no colo para encontrar meu avô no Brasil - e teve que viver num mundo devastado e marcado pela carência de recursos de todo o tipo. Como deverá ser o mundo em breve caso o ritmo de destruição não seja interrompido.

Por isso, decidi resgatar as práticas que minha avó adotava em sua casa e conseguiu transmitir a seus filhos e netos - e que eu, hoje, procuro passar para a sua bisneta e para muitas outras pessoas. São coisas simples, baseadas no bom senso, mas que ajudam a mudar o cotidiano e contribuir para reduzir os nossos impactos no meio ambiente.

A dica de hoje é reaproveitamento e reciclagem. Lá em casa, nunca jogamos potes de plástico ou de vidro no lixo. Depois de lavados, esses potes são usados para armazenar mantimentos ou pequenos objetos - como botões ou pregos. Para dar uma nova cara a eles, você pode pintá-los ou decorá-los do jeito que quiser. Agora, se você tiver acumulado potes demais, há duas saídas: doação para entidades assistenciais (várias aceitam material desse tipo) ou descarte em pontos de coleta seletiva de lixo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nova edição do Guia Verde de Eletroeletrônicos


O Greenpeace acaba de lançar uma nova edição do Guia Verde de Eletroeletrônicos. A organização analisa produtos dos 18 maiores fabricantes de computadores, celulares e equipamentos eletrônicos e, no Guia, classifica as empresas de acordo com suas políticas de uso de substâncias tóxicas, destinação de resíduos, reciclagem e consumo de energia, entre outros critérios.

A líder do ranking verde é novamente a Nokia, que obteve pontuação de 7,5 (na nota máxima é 10). Em seguida vêm a Sony Ericsson (6,5) e a Philips (5,9). Os últimos colocados são Fujitsu (2,7), Lenovo (2,5) e Nitendo (1,4). Para ver o ranking completo, com as justificativas para as notas, clique aqui. Atenção: por enquanto, está disponível apenas em inglês.

Apesar de aparecer apenas em 14º lugar, a HP foi premiada pelo Greenpeace por ter criado o notebook New ProBook 5310m, quase sem PVC e BFRs, produtos tóxicos que se acumulam no meio ambiente. O Guia Verde de Eletroeletrônicos do Greenpeace está disponível para download no site internacional da organização somente em inglês.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Generosidade: o quarto elemento do triple bottom line


Mais um texto sobre sustentabilidade que acho importante compartilhar - de Rogério Ruschel -, por trazer uma questão fundamental para reflexão: a generosidade. É uma virtude que tem se tornado escassa no mundo, mas, sem ela, não é possível garantir nem a sobrevivência da nossa espécie, nem a do planeta. Nem a dos negócios, como mostrou a crise financeira nos EUA.

Generosidade: o quarto elemento do triple bottom line
Por Rogério Ruschel*

Já não restam dúvidas científicas de que o desenvolvimento sustentável é o único modelo capaz de evitar a degradação em velocidade geométrica das condições de vida e finalmente a inevitável extinção de várias espécies de flora e fauna do planeta, entre as quais provavelmente a do Homo Sapiens - isto é, eu, você e nossos descendentes. Desconfie daqueles que se ocultam atrás de frases como “a ciência mesmo tem dúvidas sobre…”: eles procuram apenas um escudo para esconder sua inércia, preguiça ou covardia. Sabemos que para buscar a sustentabilidade uma pessoa ou organização deve adotar como padrão de comportamento ou gestão ser ambientalmente correta, socialmente justa e econômicamente viável - o triple bottom line, conceito formulado pelo britânico John Elkington. Sabemos também que a busca pela sustentabilidade é uma caminhada que deve ser trilhada com início urgente, imediato, mas final inexistente.Então o que faz uma pessoa, um cidadão, mobilizar-se pelo assunto ou uma empresa adotar a sustentabilidade no universo corporativo? Não sou um pensador estrangeiro, destes que todos ficam achando mais inteligentes do que os brasileiros, mas entendo que fundamentalmente a diferença está numa qualidade humana chamada Generosidade – e que a Generosidade é o quarto elemento do triple bottom line.

Generosidade é a qualidade do que é generoso, pródigo, do que perdoa fácilmente, nobre, leal; a virtude de quem acrescenta algo ao próximo. Generosos são tanto as pessoas que se sentem bem em dividir algo com mais pessoas porque isso as fará bem (em um contexto egocêntrico), tanto quanto aquelas pessoas que dividirão bens tangíveis ou intangíveis com outros, sem a necessidade de receber algo em troca. É o contrário da Ganância. E isto se aplica quase que literalmente para organizações, porque por trás delas sempre estão gestores humanos.

No livro “Princípios de Filosofia” René Descartes apresenta a generosidade como “uma despertadora do real valor do Eu” e ao mesmo tempo uma mediadora para que “a vontade se disponha a aceitar o concurso do entendimento”. É filosófico, sim, mas é simples: a generosidade é uma qualidade de quem coloca os interesses de terceiros no mesmo plano dos seus interesses pessoais, para resolver um problema ou dilema que atinge a todos, que busca o entendimento. Não é exatamente disto que uma sociedade sustentável necessita?

No campo do Direito isto se chama “interesses difusos” – e como sabemos, os interesses difusos - aqueles de interesse do conjunto da sociedade - são constitucionalmente inalienáveis. Trocando em miúdos, a Generosidade deveria ser um dos fundamentos da sociedade brasileira, até mesmo pelo que está escrito em nossa Constitutição. E a Ganância, o oposto da Generosidade, deveria ser execrada porque ofende direitos constitucionais coletivos.

No mundo corporativo Generosidade pode ser traduzida como uma forma de altruísmo – e aqui está a razão do porque poucas empresas realmente adotam a sustentabilidade no processo de gestão: altruísmo não combina com capitalismo selvagem, com a famosa “lei de Gerson”, aquela de que se deve levar vantagem em tudo. No mundo corporativo Generosidade significa uma empresa ser menos gananciosa, tomar a decisão de reduzir um pouquinho a margem de lucro ou aumentar em alguns meses o prazo de retorno de um investimento para ser ambientalmente correta e socialmente justa – sem deixar de ser econômicamente viável. Significa ter a coragem para contrariar práticas de gestão, regras de mercado, de design de produtos e de formas de concorrência estabelecidas por força de um modelo de crescimento a qualquer custo que já se demonstrou completamente inviável do ponto de vista de recursos naturais e de felicidade humana.

A Generosidade é o que diferencia uma empresa que adota critérios de sustentabilidade no modelo de gestão daquelas que dizem que o fazem, mas deslizam na superficilidade ou praticam o greenwashing. Generosidade corporativa significa também compartilhar gratuitamente seu aprendizado, seu conhecimento, suas patentes, sua força e seus recursos em nome de interesses que ultrapassam os limites da empresa. O jornalista Dal Marcondes, da Envolverde, costuma dizer que filantropia é dar um peixe a quem tem fome, responsabilidade social é ensinar a pescar e sustentabilidade é preservar o rio. Pois no contexto da Generosidade corporativa este compartilhamento é estar na nascente do rio e compreender a importância de seu fluxo e entorno até a foz e além – é perceber o que de fato importa para possam continuar existindo peixes. Generosidade corporativa é perceber o problema de emissões de gases do efeito estufa não apenas como um volume de particulados em suas chaminés, mas como um assunto de interesse coletivo – e ir além de metas de redução. Generosidade corporativa é compreender que não basta fazer o seu papel, é preciso mobilizar seus parceiros de negócios – e para isso poderá ser necessário ceder em aspectos antes inegociáveis. Mas a Generosidade corporativa também oferece vantagens e oportunidades de negócios. Alguns exemplos, já clássicos:

* A Danone francesa se associou a cooperativas de trabalhadores e ao Grameen Bank para implantar em Bangladesh 50 fábricas de iogurte de baixo custo. Com isso está atendendo crianças subnutridas com redução de custos fixos na implantação de fábricas e custos de produção, porque os funcionários são sócios e consumidores. Marketing? Sim, e inteligente, porque o modelo só funciona se houver redução da margem de lucro – uma opção generosa para conquistar mercado

* No começo dos anos 2000 a Sadia investiu na construção de dezenas de biodigestores nas propriedades de pequenos produtores de suínos. E porque ela fez isto se não está no ramo de produção de energia? Porque com esta iniciativa passou a evitar dezenas (talvez centenas) de multas pela contaminação do solo com os residuos da criação, reduziu os custos dos produtores que passaram a gerar sua própria energia elétrica, agregou valor à atividade para fixar os filhos dos produtores no campo, perpetuando o fornecimento de matéria-prima – e ainda gerou créditos de carbono! Puro negócio? Sim, mas a generosidade está em investir “dinheiro bom” em uma idéia coletiva, com prazo longo de recuperação.

* Evoluindo aos poucos durante os anos 90, a Interfaceflor, empresa norte-americana fabricante de tapetes, já está fabricando produtos com 100% de fibras recicladas a partir dos tapetes velhos de seus clientes. Ao fazer isto percebeu uma ótima oportunidade. Como tapete é artigo de decoração e sai de moda, a empresa mudou o modelo de negócio: está propondo que seus clientes não comprem seus tapetes – e como num processo de “leasing” de automóveis, as familias podem ficar com o produto ou trocar por outro, ao fim do pagamento. Coragem para mudar exige generosidade.

Na linha do tempo da história a Generosidade é um dos traços da personalidade de pessoas que trouxeram benefícios universais para a Humanidade como Mahatma Ghandi, Buda, Jesus Cristo, Nelson Mandella, Martin Luther King, Wangari Maathai, Muhammad Yunus, Madre Teresa de Calcutá e outros, mas também aparece em pequenos gestos de pessoas comuns em nosso dia-a-dia, e que merecem ser elogiados e replicados.S e lhe parece complicado entender a importância da Generosidade como parte da essência da sustentabilidade, basta pensar no seu oposto, a Ganância. Com certeza você vai concordar comigo que a Generosidade realmente é o quarto elemento do triple bottom line.

* Rogerio Ruschel é diretor da Ruschel & Associados Marketing Ecológico e editor da revista eletrônica Business do Bem – Economia, Negócios e Sustentabilidade. Para saber mais sobre o tema clique aqui.

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Para não errar na hora de comprar produtos orgânicos


A partir de 2010, entrará em vigor no país o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (Sisorg), que estabelece parâmetros para a certificação de produtos orgânicos. A nomenclatura desses produtos seguirá a seguinte classificação:
* Produto orgânico: produto com no mínimo 95% de ingredientes orgânicos e que não contenha ingredientes transgênicos
* Produto com ingredientes orgânicos: que tenha entre 70% e 95% de ingredientes orgânicos
* Não-orgânico: produto com menos de 70% de ingredientes orgânicos.

Além disso, os produtores de orgânicos não podem usar agrotóxicos nem fertilizantes químicos, precisam respeitar as legislações trabalhista e ambiental e realizar o manejo sustentável dos recursos naturais e dos resíduos gerados na produção.

Os produtos classificados como orgânicos, como alimentos, cosméticos ou roupas de algodão, entre outros, receberão o selo de identificação do Sisorg — Produto Orgânico Brasil — para ser colocado nas embalagens, ao lado do selo da entidade que certificou o produto como orgânico também deverá ser estar no produto.

Para divulgar essas e outras informações sobre os produtos orgânicos à população, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou a cartilha O Olho do Consumidor - Produto Orgânico. Por meio de ilustrações feitas pelo cartunista Ziraldo, a publicação explica o que é um produto orgânico, as formas de identificá-lo e o processo de certificação que entrará em vigor no ano que vem.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ecologizar o desejo


A falta de controle sobre nossos desejos são os maiores responsáveis por muitos problemas que afetam o planeta e a humanidade hoje. Por isso, vale a pena conhecer a reflexão de Maurício Andrés Ribeiro, que reproduzo abaixo, e pensar a respeito.

Ecologizar o desejo
Por Maurício Andrés Ribeiro*

Por meio de um aprendizado individual ou coletivo, podemos selecionar desejos e hábitos que sejam ecologicamente amigáveis e descartar os antiecológicos.

O fundo sem nome é o que não tem desejo. É pelo sem desejo e a quietude que o universo regula a ele mesmo. (Lao Tsé)

A profundidade e gravidade da atual crise ecológica e climática exigem que se eleve o nível da consciência ecológica individual ou coletiva.O desejo tem a função de nos impulsionar, embora não possa ser plenamente satisfeito. A ilusão de acreditar nessa fantasia gera o consumo irresponsável e a devastação ambiental.Desejos são construídos social, cultural e coletivamente. A sociedade e a cultura, com seus valores, os regulam. Eles são variáveis sobre as quais se pode trabalhar. Podem ser lapidados e refinados por meio da consciência.É possível trabalhar na origem e na seleção cultural dos desejos, separando o joio do trigo; selecionando aqueles que têm em si o embrião de conseqüências maléficas, daqueles que tem efeitos benéficos.Desejos são sementes das quais brotam ações. Os de consumo trazem impactos diretos sobre a ecologia ambiental, ao pressionarem a exploração da natureza. A tentativa de satisfação acrítica de desejos e demandas de consumo devasta a Terra e exaure bens e recursos naturais.A ação sobre eles, portanto, pode reduzir ou expandir seus impactos.Como ecologizar o desejo?Ecologizar é aplicar os conhecimentos das ciências ecológicas e a consciência ecológica às situações práticas do dia a dia, tanto individuais como coletivas.

Ecologizar o desejo é:
* um processo psicológico e subjetivo, pois implica em reduzir ou eliminar desejos ecologicamente destrutivos;
* substituir um desejo que cause impacto negativo ao ambiente natural, social ou pessoal, por algo que seja ecologicamente menos destrutivo;
* cultivar aqueles que não causem impactos negativos ao ambiente e dissolver aqueles que tenham o efeito inverso.
* A ecologização de desejos pode ocorrer por meio de estímulos de fora para dentro, da sociedade para as pessoas, por meio de interdições legais, tabus, castigos e penalizações. A legislação tende a se tornar cada vez mais restritiva para com aquelas ações que coloquem em risco a segurança ambiental e humana e que são decorrentes de desejos que impactam negativamente o ambiente.

A lei de crimes ambientais penaliza atos ecologicamente destrutivos decorrentes de desejos individuais ou sociais.As instituições sociais e religiosas têm forte papel na regulação dos desejos. Também, na delimitação daqueles que são social ou eticamente admitidos em oposição àqueles que são criminalizados ou “pecadificados”. A pecadificação dos desejos é uma forma de lembrar que eles não devem ser realizados. Exemplos nos mandamentos religiosos: não desejar a mulher do próximo; não cobiçar as coisas alheias; evitar a inveja — o desejo de ter o que o outro tem.

A ecologia social e as relações sociais são impactadas por ações decorrentes de desejos de glória, de poder ou de dominação econômica, política ou militar. No campo da ecologia pessoal ou do ser, o manejo sustentável dos desejos também pode ser feito de dentro para fora, do indivíduo para a sociedade, por meio de práticas de análise, autoconhecimento e expansão da consciência, Yoga, reflexão ou meditação. Expandir a tolerância a viver no vazio dos desejos e trabalhar para naturalmente dissolvê-los e deixá-los passar pode abrir um campo vasto para sentimentos e pensamentos criativos e originais bem como para a ação ecologizada.

Para que a ação seja ecologizada, o custo da satisfação de um desejo antiecológico deve ser maior do que o beneficio; o sofrimento a ele associado, maior do que o prazer em obtê-lo. Muitas pessoas ignoram ou não percebem que têm hábitos ou desejos antiecológicos, e que estão adaptadas à normose alienada. Por meio de um aprendizado individual ou coletivo, podem-se selecionar aqueles desejos e hábitos que sejam ecologicamente amigáveis e descartar aqueles que sejam antiecológicos. Do mesmo modo como se faz para os empreendimentos humanos no licenciamento ambiental, pode-se fazer uma avaliação de impactos ambientais dos desejos. Os desejos de natureza econômica e material têm impactos diretos sobre a demanda por recursos naturais ou sobre a emissão de poluições. Deles decorrem múltiplos problemas ambientais e climáticos.

Diz Gandhi que “existem recursos suficientes neste planeta para atender às necessidades de todos, mas não o bastante para satisfazer o desejo de posse de cada um”. São passíveis de serem alterados por meio de estímulos externos, de preços ou normas regulatórias. São manipuláveis — para o bem ou para o mal — por instrumentos de gestão ambiental. Instrumentos de vários tipos podem ser usados para ecologizar os desejos e comportamentos dos cidadãos e de uma sociedade: incentivos ou desincentivos econômicos podem ser impostos para estimular ou inibir comportamentos. Um exemplo: na Europa cogita-se aumentar o preço de automóveis que emitam muitos gases de efeito estufa, para desestimular seu uso.

Propaganda ecológica poderia neutralizar a propaganda antiecológica. Da mesma forma como o marketing, a publicidade e a propaganda atuam sobre o inconsciente e excitam o desejo de consumo, também poderiam, caso houvesse consciência, vontade e impulso coletivos, promover o desejo por saúde ambiental, bem como a redução da demanda por bens cujo processo de produção é destrutivo, degradador, poluidor, emissor de gases de efeito estufa. Assim, por exemplo, pode-se contrapor à publicidade comercial que exacerba desejos de consumo outras forças, que neutralizem e minimizem os impulsos em direção ao desejo do consumo, cuja satisfação pressiona a natureza.
A educação e o autoconhecimento são fundamentais para dissipar a ignorância e ajudar selecionar os desejos que devem ser cultivados. A autocomplacência do consumidor ou cidadão e a ignorância sobre as conseqüências dos desejos originam ações ecologicamente destrutivas.
A cultura e a educação podem elevar as aspirações dos cidadãos acima dos desejos e sonhos de consumo. Por meio dessas ações é possível cultivar os desejos cuja realização coloque em menor risco a segurança individual e coletiva e que tenham menores impactos sobre o ambiente natural e sobre o planeta.

* Maurício Andrés Ribeiro é arquiteto e autor de “Ecologizar — Pensando o ambiente humano” e “Tesouros da Índia para a civilização sustentável”

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Transporte alternativo


Em vez de reclamar do trânsito ou do transporte público, que tal aproveitar as oportunidades de transporte alternativo disponíveis nas grandes cidades e na internet? Além de práticas e baratas, elas ajudam a economizar tempo, dinheiro e emissões de carbono na atmosfera.

O Coletivu é uma rede social voltada para a organização de caronas. Depois de se cadastrar, você pode encontrar pessoas que fazem percursos semelhantes ao seu e oferecer ou pedir carona. É possível compartilhar um itinerário de trabalho, lazer ou viagem para todos os usuários ou somente para grupos selecionados.

O UseBike é um sistema de 24 bicicletários, espalhados pela cidade de São Paulo, nos quais o usuário pode alugar ou estacionar uma bicicleta. Resultado de uma parceria da seguradora Porto Seguro e do Instituto Parada Vital, o sistema está acessível a qualquer interessado. Basta se cadastrar em um bicicletário, apresentando RG, CPF, comprovante de residência e um cartão de crédito. As bicicletas podem ser emprestadas gratuitamente por 1 hora e, depois, devolvidas em qualquer um dos bicicletários - para cada hora de atraso é cobrada uma multa de R$ 2,00 por hora. Nos bicicletários também há vagas para estacionamento de bicicletas de usuários cadastrados, sem custo. Para ver a lista de bicicletários, clique aqui.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ciclovia na Marginal Pinheiros


A Prefeitura de São Paulo anunciou na última semana a construção de uma ciclovia de cerca de 22 quilômetros na Marginal Pinheiros. A pista vai ligar a estação de trem Jurubatuba, próxima à avenida Interlagos, até o parque Villa-Lobos, nas imediações da ponte do Jaguaré. O primeiro trecho, de 14 quilômetros, entre as estações Vila Olímpia e Jurubatuba, deve ficar pronto em 120 dias, ou seja, no início de 2010.


A ciclovia será construída entre a linha de trem e o rio Pinheiros, aproveitando uma faixa de asfalto já existente no local, usada hoje apenas por funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), responsável pela área. Tomara que a obra realmente saia do papel e beneficie os ciclistas da cidade, que deixarão de correr riscos ao pedalar entre os carros.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Que filhos deixaremos para o planeta?

Vale a pena ler o artigo de Regina Migliori, publicado no Mercado Ético em 25/09/2009. Reflexões importantes que precisamos fazer.

Que filhos deixaremos para o planeta?
Regina Migliori*

Um dos aspectos que mais vem sendo usado como estímulo para atitudes sustentáveis é o apelo à responsabilidade pela herança que deixaremos para nossos filhos e netos.

Há um esforço concentrado para apagar a luz, economizar água, plantar árvores, deixar o carro na garagem, substituir o copo descartável, separar o lixo, dialogar com stakeholders, produzir relatórios de sustentabilidade, participar de eventos e debates sobre o tema, analisar as políticas públicas, acompanhar o cenário internacional, defender a Amazônia.

Para complicar mais ainda, há quem acredite que é preciso fazer tudo isso sem baixar os indicadores de consumo, mantendo o permanente aumento das necessidades produzidas pelo marketing em um mercado que precisa crescer sempre; que é impensável abalar o nível de desenvolvimento econômico desejado, a rentabilidade dos bancos e das empresas, o salário de todo mundo, o volume de carros produzidos, sejam poluidores ou não. Contribuímos para o aquecimento global com a destruição de florestas - coisa de país pobre. Mas também poluímos em função das atividades de produção - coisa de país rico.

Sem falar nas pequenas dificuldades do cotidiano pessoal. O que fazer com a banheira de hidromassagem, seus milhares de litros de água e espuma? E as sacolas de plástico que insistem em nos acompanhar na feira, no mercado, na loja, contendo um volume de compras que não cabe naquela sacolinha fashion, feita de material reciclado, que custou caro à beça, mas não resolve o problema de carregar as compras da família.

E o dia sem carro? Como sair de bicicleta em um dia de chuva, sem chegar ao trabalho em frangalhos, justo no dia de apresentar um importante projeto à diretoria? O carro combina com o status da posição na empresa, a bicicleta não. Fazer o que? Trocar de veículo, de emprego, de postura pessoal? Sem dúvida, reciclar é preciso. Mas já vi gente comprando latinhas extras no super mercado, só para ganhar a competição da reciclagem do lixo.

Desse jeito a conta não fecha. Então a gente compensa. Paga créditos para poluir com a consciência tranqüila, ou calcula o tamanho do estrago pessoal e planta árvores, enquanto seu lobo não vem. Mas a fábula não acabou, e o lobo vem vindo.

Talvez, o envolvimento com estes dilemas esteja nos ocupando tanto, que não resta tempo para percebermos o que vem ocorrendo com nossos filhos e netos. Que exemplos inspiradores praticamos no dia-a-dia da nossa convivência? Será que eles estão acompanhando o que de fato é relevante na atualidade? O que ensinamos a esta gente, para que conduzam novos trajetos de vida no curto prazo? Quem são os filhos que estamos deixando como herança para o planeta? O que precisamos mesmo é de uma profunda mudança de mentalidade, acompanhada de muita inteligência, competência e boa vontade. De onde virá isso?

A onda da sustentabilidade corre o risco de se reduzir a modelos estereotipados. É preciso tomar cuidado com algumas poucas providências, que sem dúvida são relevantes, mas que nem de longe dão conta de atender aos desafios com os quais a humanidade está se defrontando. Em primeiro lugar, compreender que um modelo sustentável não se reduz às questões ambientais. Se é na mente das pessoas que se estruturam os modelos desestabilizantes da vida no planeta, então é da mente das pessoas que surgirão as soluções. Ou não. Tudo depende da forma como estas mentes estão se desenvolvendo.A onda da sustentabilidade corre o risco de se reduzir a modelos estereotipados. É preciso tomar cuidado.

As soluções para as crises ambientais, econômicas, políticas, sociais passaram a depender de decisões de alcance global. Pela primeira vez na história, temos que nos entender como humanidade, como cidadãos planetários. A raiz dos desafios reside em encontrar parâmetros universais, harmonizar a diversidade, avaliar necessidades de forma equânime, viabilizar providências eficazes para nossos problemas globais. Esta pauta está presente em todas as áreas de atuação, exigindo novas formas de pensar e agir.

Porém, não dispomos destes métodos. Não sabemos bem o que fazer. Nesta circunstância, a primeira providência é admitir que o “não conhecido” é muito maior do que o “conhecido”.
Se não conhecemos as respostas para os desafios da atualidade, é preciso interromper o círculo vicioso, autoritário e pouco inteligente, em que exigimos das crianças e jovens que nos devolvam a resposta certa. Esta postura é mantenedora de modelos. Crescerão como adultos adaptados ao modelo vigente, com pouca capacidade criativa e grande aptidão para repetir mais do mesmo. Caso consigam um emprego, exigirão muito esforço das equipes de RH, que por sua vez, centradas no mesmo modelo ultrapassado, insistem em desenvolver competências que já nem sabem mais para que servem. Este circuito pode ser rompido com ousadia, ética, inteligência, responsabilidade e capacidade transformadora.

O momento exige a criação de novos modelos de trabalho, produção, gestão, uso de tecnologia e das matrizes energéticas. Requer a humanização dos relacionamentos entre as pessoas, culturas e países, além de novas formas de organização social e política que dêem conta de acolher a velocidade do processo de transformação.

Ainda não sabemos fazer isso. Mas teremos que saber. E depende de nós mesmos criarmos estas condições. Em lugar de respostas certas sobre um modelo questionável, estimular e validar a pergunta, a investigação, a atuação ética. São outras inteligências em ação.
Porém, antes de começar a discutir qual a melhor metodologia investigativa, é preciso recuperar a humildade para revisar tudo o que nos parece importante, estável e imprescindível. No mínimo, abandonar posturas e abordagens que nos colocaram nesta encrenca global. A boa notícia é que há alternativas disponíveis. O outro lado da moeda é que essas novas abordagens exigem um alto grau de transformação pessoal, profissional, organizacional, social, e política.
Mas não é isso que ensinamos. O que o jovem tem ouvido sobre o mundo é mais preocupante do que inspirador. O futuro deixou de ser utopia, tornou-se uma dúvida mal formulada. Ninguém merece tanta desesperança.

Recente pesquisa realizada pela MTV apresenta resultados inquietantes. Quando pensam no futuro, os jovens citam o aquecimento global e a falta de água. Mas estas preocupações são ofuscadas por outra pauta. Os atuais campeões nos índices de preocupação da juventude são: violência, desemprego, tráfico de drogas, e fome.

Como se não bastasse, 43% dos jovens brasileiros não conhece a palavra sustentabilidade; 42% nunca ouviu falar em desenvolvimento sustentável. Por outro lado, somente 5% conhece a Carta da Terra, e 3% participa de movimentos ambientais.

É inevitável perguntar: sobre o que estamos conversando com os jovens? Preocupados com o planeta que deixaremos para nossos filhos, nos descuidamos deles.

* Regina Migliori é educadora, advogada, escritora, pioneira no Brasil em projetos de Educação e Gestão centrados em Valores, Ética e Sustentabilidade.

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