segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mercados de bairro em alta


Não sei se por acaso ou não, mas os brasileiros estão adotando hábitos mais sustentáveis na hora de fazer compras. Uma pesquisa da empresa GfK Brasil mostra que a maior parte das pessoas hoje faz compras a cada semana e em mercados menores, próximos de casa. Na década anterior, a preferência era por redes de hipermercados, onde se faziam as compras do mês.

As vantagens de fazer compras menores e perto de casa são muitas. Primeiro, você reduz o desperdício de dinheiro, porque só compra o que de fato vai consumir naquela semana e foge da sedução das milhares de ofertas e promoções que pululam nos hipermercados. Depois, consegue evitar o desperdício de comida, já que pode comprar produtos mais frescos e corre menos risco de esquecer os alimentos na geladeira ou na despensa, estourando seu prazo de validade. E, ao comprar em mercados perto de casa, você pode deixar de usar o carro, o que contribui para reduzir suas emissões de CO2 e para fazer um pouco de exercício. Sem falar que fica mais fácil usar as sacolas retornáveis quando você não tem que percorrer longas distâncias carregando suas compras.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Confira a agenda do Setembro Verde



Para ver a imagem em tamanho legível, clique sobre ela.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cemitério ecológico


Sempre tive curiosidade em saber como se mantém um cemitério. Realmente, não é um assunto agradável, mas tendo em vista que a morte é certa para todos, trata-se de uma questão importante para as cidades, não só em relação ao uso do espaço, mas também em termos ambientais. Afinal, alguém tem que se preocupar com os resíduos que geramos após a morte, tanto quanto com os que produzimos durante nossa vida.

Alguns países têm desenvolvido soluções para essa questão. Na Austrália, por exemplo, foi criado um cemitério dentro de uma reserva natural. Para que os parentes não se percam no meio do Bushland Cemetery, que faz parte do Lismore Memorial Gardens, a localização de cada tumba será registrada com latitude e longitude. Assim, com um GPS será possível encontrar o parente sepultado. Além disso, o cemitério recomenda que os enterros sejam "verdes" ou "naturais", ou seja, que não sejam usados caixões, já que eles são considerados resíduos desnecessários. Nesse caso, o corpo é envolvido em uma mortalha de algodão biodegradável, para que fique em contato próximo com a terra e sua decomposição seja mais rápida e natural. Caso a pessoa prefira um caixão, o cemitério utiliza peças de madeira reciclada ou pinho de reflorestamento. Não se faz cremação no local, porque esse processo libera gases causadores do efeito estufa na atmosfera.

Já o cemitério de Elvas, em Portugal, utiliza caixões biodegradáveis para acondicionar os corpos e mantém um sistema de proteção do solo para evitar contaminações. Nos caixões, só se pode utilizar vernizes à base de água e, no lugar de pregos, cola branca e um sistema de encaixe manter as partes unidas. A parte interna é feita de fibras naturais, como o algodão.

No Brasil, um exemplo de cemitério ecológico é o Cemitério Parque São Pedro, em Curitiba. Ele apresenta poços de monitoramento e um sistema de drenagem superficial e profunda em toda a sua área. Esse sistema recolhe a água dos jazigos e a encaminha para o filtro biológico, o que impede a contaminação do lençol freático e dos rios da região.

Se você quer ser ecológico até a morte, é bom já ir pensando no melhor destino para seu corpo. E não esqueça de avisar sua família!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Setembro verde em São Paulo


Começa no próximo dia 1º o Setembro Verde, uma série de eventos culturais sobre a questão socioambiental promovida pela Matilha Cultural, um espaço independente no centro de São Paulo. Além de apoiar o festival ecológico de música eletrônica Ecosystem, o Setembro Verde inclui a exibição de estréia do filme francês Home em São Paulo e a realização de mostras de documentários e palestras sobre meio ambiente.

O filme Home terá sessões gratuitas até o final do mês. As mostras e palestras, também com entrada gratuita, tratarão de temas como Amazônia, Mudanças Climáticas, Oceanos e Mobilização em Rede, entre outros. O público terá ainda a oportunidade de participar de workshops com os músicos participantes do Ecosystem, evento cujo objetivo é conscientizar os fãs de música eletrônica sobre ecologia, sustentabilidade e direitos humanos.

A iniciativa oferece uma oportunidade de saber mais sobre o tema de um jeito descontraído e envolvente. Aproveite!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Se você já tem um animal de estimação, não o abandone

A propaganda abaixo, da ONG União Zoófila, de Portugal, é um pouco pesada, mas vale a mensagem. Muita gente abandona seu animal de estimação quando ele fica velho, doente ou já não serve mais ao dono. Só que animal não é uma coisa, um brinquedo velho. Portanto, deve ser cuidado até o fim da vida, com respeito e consideração. Para um animal, tanto quanto para qualquer ser humano, o abandono é o pior dos pesadelos.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Adote um animal de estimação



Mais de 20 milhões de cachorros vivem nas ruas do Brasil, muitos em condições precárias de saúde e segurança. Desse total, cerca de 70% vão parar em abrigos e a maioria nunca sairá de lá. Só 10% conseguem ser adotados e ganhar um novo lar.

Para tentar melhorar esse quadro, a Pedigree lançou a campanha Adotar é tudo de bom. O objetivo é incentivar a adoção de cães de forma responsável. Além disso, o projeto apóia algumas ONGs que mantêm cães abandonados para adoção. Para cada produto vendido, a Pedigree doa uma parte do valor para as ONGs participantes da campanha, para que os cães possam ser cuidados da melhor forma possível enquanto aguardam por um novo lar. A meta é chegar a R$ 1 milhão em doações até o próximo mês de outubro.

No site da campanha, você encontra informações sobre os abrigos, como adotar um cachorro e, se não puder ficar com um animal, sobre outras formas de contribuir. Além dos produtos Pedigree, é possível comprar camisetas da campanha - cuja renda é inteiramente destinada aos abrigos - e obter banners, wallpapers e cartões virtuais para divulgar a iniciativa.

O site também oferece um espaço para que os internautas contem suas histórias sobre adoção, um fórum de discussão, um blog e um teste para que os interessados em adotar um cachorro verifiquem se realmente estão preparados para receber um animal em casa. Até agora, a campanha promoveu a adoção direta de 5027 cachorros.

Uma cidade sustentável é aquela que consegue oferecer condições de vida dignas também para os animais que a habitam. Contribua!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Vai uma gasolina verde aí?


Não, não se trata de etanol. Estamos falando mesmo de gasolina, mas gerada a partir da biomassa de plantas. Pesquisadores americanos desenvolveram um processo que converte os açúcares da biomassa em gasolina e óleo diesel, combustíveis que, daqui a aproximadamente sete anos, deverão estar à venda como opção ao etanol e à gasolina comum.

A previsão das empresas que trabalham no desenvolvimento da "gasolina verde", como está sendo chamada, é que a tecnologia de produção esteja pronta em 2011. A partir daí, o desafio será construir usinas para produzir o combustível em larga escala.

Para saber mais, clique aqui.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Família sustentável

Reproduzo aqui o texto da Rosely Sayão publicado no caderno Equilíbrio, da Folha de S.Paulo de hoje. Tem a ver com o tema deste blog e é bem interessante. Aproveitem.


De vez em quando, surgem palavras ou expressões que viram mania nacional, e muitas delas carregam um complexo conceito teórico de alguma disciplina do conhecimento. Assim foi, por exemplo, com a expressão "quebra de paradigmas", lembra-se dela? Cansei de ouvi-la em escolas.
Muitos professores queriam quebrar paradigmas diariamente -não havia uma reunião em que a expressão não fosse utilizada. Logo percebi que muitos docentes haviam se apropriado apenas do sentido linguístico da expressão e a usavam só para mostrar que estavam devidamente conectados com os estudos da época.
Depois disso, tivemos a época da qualidade total, da resiliência, da sinergia e de muitas outras. Agora, a palavra da vez é sustentabilidade, que tem sido usada das mais diversas maneiras para justificar qualquer tipo de ação, projeto, ideologia etc.
E não é que, recentemente, após uma reunião com pais de uma escola em que o tema foi a importância da transmissão dos valores, dos costumes, das virtudes e da moral familiar na educação dos filhos, uma mãe veio me contar que associara a nossa conversa com o conceito de sustentabilidade?
Devo dizer que, de início, ouvi com preconceito a ideia dela, já que não gosto muito desses modismos conceituais e linguísticos. Mas admito que ela construiu seu pensamento com muita propriedade.
O conceito de sustentabilidade é complexo: diz respeito à continuidade de aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais das diferentes sociedades humanas. Sustentabilidade tem estreita relação, portanto, com preservação.
Quando uma nova família se constitui, um grupo familiar original passa a ser construído.
Entretanto, essa nova família não começa sua missão do zero.
Cada adulto que se propõe a formar esse novo agrupamento leva sua herança familiar e a usa como referência.
Gosto muito da imagem construída por um colega: quando uma pessoa recebe uma casa de herança, ou ela reforma ou vende para comprar outra. O mesmo ocorre com a herança familiar.
Quando duas pessoas vindas de famílias diferentes começam uma nova, negociam, combinam, fazem sínteses do que trouxeram e, claro, inovam também. Além disso, mantêm contato com suas famílias de origem, e é desse modo que as novas gerações se reconhecerão na questão familiar.
Se os pais não transmitem suas tradições e as de suas famílias de origem aos filhos -estimulando o contato entre eles, contando suas histórias, comparecendo aos rituais existentes-, criam uma geração órfã de família. É como se a existência do sobrenome não fizesse sentido, pois não há diferenciação nem características próprias do grupo familiar.
É preciso lembrar que família e sociedade são agrupamentos interdependentes: se um vai mal, o outro também vai. Desse modo, educar os filhos considerando a preservação da família, sua continuidade e manutenção, é trabalhar também a favor da sustentabilidade da sociedade. -- ROSELY SAYÃO

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Água em caixinha


Em vez de água mineral em garrafas, água mineral em caixinhas de papelão. Essa foi a solução encontrada pela empresa americana Boxed Water is Better (água encaixotada é melhor, em português) para lançar, no início deste ano, uma marca de água mineral que fosse mais amigável para o planeta.

De acordo com a empresa, as embalagens são recicláveis e 85% do papel usado para produzi-las é feito a partir de árvores extraídas de áreas reflorestadas e certificadas. Além disso, o transporte das caixas é mais econômico e menos poluidor. Como podem ser dobradas, as caixas vazias enviadas às fontes de água para serem preenchidas ocupam muito menos espaço nos caminhões - para levar o equivalente em garrafas de plástico ou vidro da mesma quantidade de caixas que ocupa 5% da caçamba de um único caminhão são necessários 5 caminhões. A Boxed Water is Better assumiu ainda o compromisso de doar 20% do seu lucro para ONGs que trabalham com reflorestamento e água.

Por enquanto, as caixas de água só estão disponíveis em algumas áreas dos Estados Unidos. Mas a empresa espera levar seus produtos para outras partes do país e do mundo em breve.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Propaganda sustentável


Se tem uma área em que é difícil pensar em sustentabilidade é a propaganda. Afinal, sua função é vender um produto ou uma empresa, ou seja, falar só das coisas boas e deixar a sujeira debaixo do tapete. Mas o publicitário Jacques Meir criou um site justamente para mostrar que a propaganda também deve ser responsável e sustentável.

No Propaganda Sustentável, ele comenta os piores anúncios e campanhas veiculados nas diferentes mídias (rádio, TV, internet, jornal, revista, mídia exterior e outras), por serem mentirosos, preconceituosos, vulgares e ofensivos. Mas também aponta os casos felizes, criativos e responsáveis que, ainda bem, ainda circulam por aí.

O site também tem uma comunidade aberta a todos os interessados em discutir os rumos da propaganda no país e compartilhar bons e maus exemplos nacionais e internacionais com os demais usuários. As reflexões são bem pertinentes. Vale navegar por elas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quanto você consome de água?


Lembra da pegada ecológica, aquele cálculo criado pelo WWF para medir a quantidade de recursos naturais que consumimos no nosso dia a dia? Também já é possivel calcular a pegada "de água" que deixamos pelo mundo.

A organização Water Footprint Network, com sede na Holanda, desenvolveu uma calculadora para que você possa visualizar quanto de água consome, de acordo com seus hábitos de vida e o país onde vive. Ela também leva em consideração o uso indireto de água, ou seja, o que é utililizado na fabricação dos bens e serviços consumidos pelos indivíduos e produzidos pelas empresas, como comida, papel, roupas e outros itens.

E os números são assustadores. Você sabia que são necessários 3 mil litros de água para produzir um quilo de arroz? Imagine ainda o que você gasta para cozinhar o alimento e lavar os resíduos na cozinha. É agua que não acaba mais só para comer o nosso tradicional arroz e feijão de todo dia.

No site Water Footprint, além das versões reduzida e completa da calculadora de consumo de água, você pode conhecer o gasto de outros alimentos, entender melhor a relação entre o consumo e o uso de água, ler alguns casos específicos sobre o tema e acessar um glossário com as definições usadas pela organização.

O único problema é que, por enquanto, o site só está disponível em inglês.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Casamento sustentável


Pois é, até uma festa de casamento pode ser feita de forma mais sustentável. Só que, para isso, é preciso abrir mão da superprodução. Nada de mil efeitos de luzes, comida cheia de frescuras, bebidas importadas, roupas chiquérimas, limusine para levar os noivos.

Na celebração de um casal de Brasília, Tereza e Mateus, a comida foi preparada com alimentos orgânicos, produzidos em propriedades localizadas a até 150 km da cidade, que valorizassem a cultura regional e fossem mais adequados ao clima e à estação do ano. As roupas dos noivos foram feitas com tecidos naturais, o convite foi enviado pela internet, os convidados foram estimulados a pegar e dar carona até a festa e até as alianças tinham uma garantia de origem.

O casal também criou um site com todos os detalhes da celebração, inclusive uma série de dicas para quem gostou da idéia e quer fazer uma festa como a deles. Veja o resumo:
1 - Atenção com os números: mantenha o número de convidados, de presentes e de itens (comida, bebida) no mínimo.
2 - Use fontes locais: aja localmente, compre localmente.
3 - Use fontes sustentáveis: veja quem faz, com o quê faz e como é feito cada item.
4 - Local sustentável: verde, próximo e consciente.
5 - Transporte solidário e sustentável: caronas, transporte coletivo, fontes alternativas de energia e até bicicleta.
6 - Toque pessoal: o melhor jeito é o seu jeito.
7 - Convites ecológicos: convites online, convites recicláveis, convites biodegradáveis.
8 - Presentes conscientes: menos é mais e mais consciente é melhor.
9 - Compense o resto: se não der pra ser tudo sustentável, pense em soluções de compensação ambiental (e envolva os convidados nessa!).
10 - Comunique: Aja consciente, dê seu recado e não deixe de comunicar e espalhar a idéia!

Quer saber mais? Entre no site e veja em detalhe as sugestões dos noivos sustentáveis. Mesmo que você ache algumas atitudes muito radicais, vale a pena refletir sobre o impacto causado pela festa que você está imaginando.

Dica de Priscila Costa Pires, via Skype.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Telhados verdes


Sempre tem um jeito de tornar as residências mais "verdes", com soluções que vão além do quintal. Uma delas é criar um jardim nos telhados.

Alguns arquitetos de grandes cidades têm feito esse trabalho para clientes interessados em colocar um pouco de verde no alto de suas casas ou prédios. As empresas e prefeituras de algumas cidades também têm adotado o telhado verde para áreas de circulação, passarelas e até pontos de ônibus.

Os jardins elevados são iguais aos instalados no chão - levam terra, sementes, mudas de flores, plantas e até árvores, quando possível. São várias as vantagens de executar um projeto desse tipo. Em primeiro lugar, faz diferença na conta de luz - é possível reduzir em até 30% o valor, já que o telhado verde diminui em 5 graus a temperatura interna no verão e aumenta 5 graus no inverno, diminuindo o uso de ventilador, ar-condicionado e aquecedor. Além disso, mantém a umidade relativa do ar, ajuda a biodiversidade ao atrair animais, reduz a área impermeável do solo nas cidades e valoriza o projeto do imóvel.

Para montar um telhado verde, você pode encomendar um projeto para arquitetos, agrônomos ou empresas de paisagismo especializadas nesse setor, como o Instituto Cidade Jardim e a Ecotelhado.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Reciclagem de pneus


Você sabia que a borracha dos pneus leva 80 anos para se decompor no meio ambiente? Então, se você não abre mão de ter um carro mas se preocupa com a saúde do planeta, é bom prestar atenção na destinação dos seus pneus usados. Quando descartados em local inadequado, podem acumular água da chuva e servir de criadouro para o mosquito da dengue. Muitas vezes eles são queimados, gerando fumaça tóxica, que polui o ar, e resíduos, que contaminam o solo e os lençóis freáticos.

A boa notícia é que eles podem ser reciclados e reaproveitados de diversas formas: como combustível alternativo para as indústrias de cimento, na fabricação de solados de sapatos, pisos para quadras e indústrias, tapetes para automóveis e até na fabricação de manta asfáltica e asfalto-borracha.

Para garantir a reciclagem dos pneus velhos do seu carro, você deve deixá-lo nas revendas de pneus e borracharia ou em um ponto de coleta de pneus da prefeitura da sua cidade. Uma organização fundada por quatros dos maiores fabricantes de pneus do país - Bridgestone Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli -, a Reciclanip, faz a coleta e encaminha o material para as empresas que transformam a borracha em outros produtos.

No site da entidade, é possível encontrar a lista dos 408 postos de coleta mantidos pela Reciclanip em parceria com as prefeituras em todo o Brasil, além de informações sobre o ciclo de vida dos pneus e consumo consciente.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Moda reciclável


Quando se fala em reciclagem, quase que imediatamente pensamos em embalagens. Mas há muito mais coisa que pode ser reciclada. Roupas, por exemplo. Quantas peças você tem no armário que não usa mais? Há várias alternativas para ela. Doá-las para instituições de caridade, vender para um brechó ou fazer um bazar entre amigos.

Agora, você também pode levá-la ao Super Cool Market, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. Trata-se de uma loja, recém-inaugurada, onde, além de vender aquelas roupas que você não quer mais - recebendo os valores em dinheiro ou em crédito para fazer compras ali mesmo -, pode encontrar novidades da própria loja e de jovens estilistas. O objetivo é estimular o consumo consciente de roupas e acessórios.

As donas fazem questão de dizer que não se trata de um brechó, para não associar a loja àquela imagem de velharia típica desses estabelecimentos. Além de comprar e vender roupas, o Super Cool Market oferece um espaço cultural para a realização de shows, cursos, exposições e outras atividads e um cantinho com internet wi-fi gratuito para os clientes.

A idéia é boa, vale conferir. O endereço é rua Purpurina, 219.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Não à homofobia


Tão importante quanto conservar a biodiversidade do planeta é preservar a diversidade da população mundial. Isso significa respeitar tanto os costumes e tradições dos diferentes países e comunidades quanto as particularidades de cada indivíduo em relação a etnia, gênero, cor, orientação sexual, religião e até mesmo filosofia de vida, opinião, pensamento político e aspectos físicos.

Acredito que quanto mais convivemos com pessoas diferentes de nós - e, se pensarmos bem, cada indivíduo é único, portanto sempre diferente -, mais rica é a nossa visão de mundo, mais experiências temos, mais aberta fica a nossa cabeça, mais interessante se torna a nossa vida.

Por isso, apoio a campanha Não à Homofobia, em favor da aprovação do projeto de lei 122/2006, que torna crime a discriminação ou preconceito de gênero ou orientação sexual. Lançada pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, a campanha está organizando um grande abaixo-assinado que será enviado ao Congresso Nacional e outros órgãos do governo para conseguir a aprovação da lei.

Para participar, basta entrar no site da campanha e assinar o abaixo-assinado. Também é possível enviar uma mensagem para os 81 senadores com sua opinião sobre a lei e convidar seus amigos para a campanha.

Vale a pena também assistir ao comercial da campanha que está sendo veiculado na TV. Achei criativo e muito inteligente.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Imposto de Renda Ecológico


Já pensou se, da mesma forma como se faz com a cultura, fosse possível abater o imposto de renda os valores doados ou concedidos em forma de patrocínio a projetos que promovam a conservação do meio ambiente e o uso sustentável dos recursos naturais? Com certeza se multiplicariam as iniciativas em todo o país.

É com esse objetivo que está em tramitação na Câmara dos Deputados o projeto de lei Projeto de Lei n. 5.974/05, mais conhecido por IR Ecológico. Ele estipula que pessoas físicas poderão deduzir até 80% do valor de doações e 60% de patrocínios, até o limite de 6% do imposto devido. Já as empresas poderão deduzir até 40% do valor das doações e 30% dos patrocínios, até o limite de 4% do IR devido.

O projeto, formulado por um grupo de trabalho composto pelo WWF Brasil, Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e outras ONGs, já foi aprovado pelo Senado Federal. Se aprovado na Plenária da Câmara, o projeto volta ao Senado, onde deve ser ratificado.

Se você gostou da idéia, pode contribuir assinando virtualmente o Manifesto de Apoio à Aprovação do IR Ecológico disponibilizado pelo WWF.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Comunidade verde


Na onda das redes sociais, o World Wildlife Fund (WWF) e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) mantêm, desde o ano passado, uma comunidade on line para os interessados em saber mais sobre as grandes questões ambientais, discutir o assunto com especialistas e leigos de todo o mundo, compartilhar suas idéias e experiências nesse campo e propor soluções. Trata-se da Connect2earth, que é mantida com o apoio da companhia de telecomunicações Nokia.

Na comunidade, os associados podem ver e postar filmes e fotos, além de fazer parte de discussões sobre os temas em destaque. Para estimular a participação, a comunidade oferece prêmios aos usuários que mais contribuem para cada tema, que podem ser desde um carregador solar para celular até uma viagem para a Conferência da ONU sobre as Mudanças do Clima (Cop15 Copenhagen). Os vencedores são escolhidos pelos próprios usuários do Connect2earth.