quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Transporte alternativo


Em vez de reclamar do trânsito ou do transporte público, que tal aproveitar as oportunidades de transporte alternativo disponíveis nas grandes cidades e na internet? Além de práticas e baratas, elas ajudam a economizar tempo, dinheiro e emissões de carbono na atmosfera.

O Coletivu é uma rede social voltada para a organização de caronas. Depois de se cadastrar, você pode encontrar pessoas que fazem percursos semelhantes ao seu e oferecer ou pedir carona. É possível compartilhar um itinerário de trabalho, lazer ou viagem para todos os usuários ou somente para grupos selecionados.

O UseBike é um sistema de 24 bicicletários, espalhados pela cidade de São Paulo, nos quais o usuário pode alugar ou estacionar uma bicicleta. Resultado de uma parceria da seguradora Porto Seguro e do Instituto Parada Vital, o sistema está acessível a qualquer interessado. Basta se cadastrar em um bicicletário, apresentando RG, CPF, comprovante de residência e um cartão de crédito. As bicicletas podem ser emprestadas gratuitamente por 1 hora e, depois, devolvidas em qualquer um dos bicicletários - para cada hora de atraso é cobrada uma multa de R$ 2,00 por hora. Nos bicicletários também há vagas para estacionamento de bicicletas de usuários cadastrados, sem custo. Para ver a lista de bicicletários, clique aqui.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ciclovia na Marginal Pinheiros


A Prefeitura de São Paulo anunciou na última semana a construção de uma ciclovia de cerca de 22 quilômetros na Marginal Pinheiros. A pista vai ligar a estação de trem Jurubatuba, próxima à avenida Interlagos, até o parque Villa-Lobos, nas imediações da ponte do Jaguaré. O primeiro trecho, de 14 quilômetros, entre as estações Vila Olímpia e Jurubatuba, deve ficar pronto em 120 dias, ou seja, no início de 2010.


A ciclovia será construída entre a linha de trem e o rio Pinheiros, aproveitando uma faixa de asfalto já existente no local, usada hoje apenas por funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), responsável pela área. Tomara que a obra realmente saia do papel e beneficie os ciclistas da cidade, que deixarão de correr riscos ao pedalar entre os carros.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Que filhos deixaremos para o planeta?

Vale a pena ler o artigo de Regina Migliori, publicado no Mercado Ético em 25/09/2009. Reflexões importantes que precisamos fazer.

Que filhos deixaremos para o planeta?
Regina Migliori*

Um dos aspectos que mais vem sendo usado como estímulo para atitudes sustentáveis é o apelo à responsabilidade pela herança que deixaremos para nossos filhos e netos.

Há um esforço concentrado para apagar a luz, economizar água, plantar árvores, deixar o carro na garagem, substituir o copo descartável, separar o lixo, dialogar com stakeholders, produzir relatórios de sustentabilidade, participar de eventos e debates sobre o tema, analisar as políticas públicas, acompanhar o cenário internacional, defender a Amazônia.

Para complicar mais ainda, há quem acredite que é preciso fazer tudo isso sem baixar os indicadores de consumo, mantendo o permanente aumento das necessidades produzidas pelo marketing em um mercado que precisa crescer sempre; que é impensável abalar o nível de desenvolvimento econômico desejado, a rentabilidade dos bancos e das empresas, o salário de todo mundo, o volume de carros produzidos, sejam poluidores ou não. Contribuímos para o aquecimento global com a destruição de florestas - coisa de país pobre. Mas também poluímos em função das atividades de produção - coisa de país rico.

Sem falar nas pequenas dificuldades do cotidiano pessoal. O que fazer com a banheira de hidromassagem, seus milhares de litros de água e espuma? E as sacolas de plástico que insistem em nos acompanhar na feira, no mercado, na loja, contendo um volume de compras que não cabe naquela sacolinha fashion, feita de material reciclado, que custou caro à beça, mas não resolve o problema de carregar as compras da família.

E o dia sem carro? Como sair de bicicleta em um dia de chuva, sem chegar ao trabalho em frangalhos, justo no dia de apresentar um importante projeto à diretoria? O carro combina com o status da posição na empresa, a bicicleta não. Fazer o que? Trocar de veículo, de emprego, de postura pessoal? Sem dúvida, reciclar é preciso. Mas já vi gente comprando latinhas extras no super mercado, só para ganhar a competição da reciclagem do lixo.

Desse jeito a conta não fecha. Então a gente compensa. Paga créditos para poluir com a consciência tranqüila, ou calcula o tamanho do estrago pessoal e planta árvores, enquanto seu lobo não vem. Mas a fábula não acabou, e o lobo vem vindo.

Talvez, o envolvimento com estes dilemas esteja nos ocupando tanto, que não resta tempo para percebermos o que vem ocorrendo com nossos filhos e netos. Que exemplos inspiradores praticamos no dia-a-dia da nossa convivência? Será que eles estão acompanhando o que de fato é relevante na atualidade? O que ensinamos a esta gente, para que conduzam novos trajetos de vida no curto prazo? Quem são os filhos que estamos deixando como herança para o planeta? O que precisamos mesmo é de uma profunda mudança de mentalidade, acompanhada de muita inteligência, competência e boa vontade. De onde virá isso?

A onda da sustentabilidade corre o risco de se reduzir a modelos estereotipados. É preciso tomar cuidado com algumas poucas providências, que sem dúvida são relevantes, mas que nem de longe dão conta de atender aos desafios com os quais a humanidade está se defrontando. Em primeiro lugar, compreender que um modelo sustentável não se reduz às questões ambientais. Se é na mente das pessoas que se estruturam os modelos desestabilizantes da vida no planeta, então é da mente das pessoas que surgirão as soluções. Ou não. Tudo depende da forma como estas mentes estão se desenvolvendo.A onda da sustentabilidade corre o risco de se reduzir a modelos estereotipados. É preciso tomar cuidado.

As soluções para as crises ambientais, econômicas, políticas, sociais passaram a depender de decisões de alcance global. Pela primeira vez na história, temos que nos entender como humanidade, como cidadãos planetários. A raiz dos desafios reside em encontrar parâmetros universais, harmonizar a diversidade, avaliar necessidades de forma equânime, viabilizar providências eficazes para nossos problemas globais. Esta pauta está presente em todas as áreas de atuação, exigindo novas formas de pensar e agir.

Porém, não dispomos destes métodos. Não sabemos bem o que fazer. Nesta circunstância, a primeira providência é admitir que o “não conhecido” é muito maior do que o “conhecido”.
Se não conhecemos as respostas para os desafios da atualidade, é preciso interromper o círculo vicioso, autoritário e pouco inteligente, em que exigimos das crianças e jovens que nos devolvam a resposta certa. Esta postura é mantenedora de modelos. Crescerão como adultos adaptados ao modelo vigente, com pouca capacidade criativa e grande aptidão para repetir mais do mesmo. Caso consigam um emprego, exigirão muito esforço das equipes de RH, que por sua vez, centradas no mesmo modelo ultrapassado, insistem em desenvolver competências que já nem sabem mais para que servem. Este circuito pode ser rompido com ousadia, ética, inteligência, responsabilidade e capacidade transformadora.

O momento exige a criação de novos modelos de trabalho, produção, gestão, uso de tecnologia e das matrizes energéticas. Requer a humanização dos relacionamentos entre as pessoas, culturas e países, além de novas formas de organização social e política que dêem conta de acolher a velocidade do processo de transformação.

Ainda não sabemos fazer isso. Mas teremos que saber. E depende de nós mesmos criarmos estas condições. Em lugar de respostas certas sobre um modelo questionável, estimular e validar a pergunta, a investigação, a atuação ética. São outras inteligências em ação.
Porém, antes de começar a discutir qual a melhor metodologia investigativa, é preciso recuperar a humildade para revisar tudo o que nos parece importante, estável e imprescindível. No mínimo, abandonar posturas e abordagens que nos colocaram nesta encrenca global. A boa notícia é que há alternativas disponíveis. O outro lado da moeda é que essas novas abordagens exigem um alto grau de transformação pessoal, profissional, organizacional, social, e política.
Mas não é isso que ensinamos. O que o jovem tem ouvido sobre o mundo é mais preocupante do que inspirador. O futuro deixou de ser utopia, tornou-se uma dúvida mal formulada. Ninguém merece tanta desesperança.

Recente pesquisa realizada pela MTV apresenta resultados inquietantes. Quando pensam no futuro, os jovens citam o aquecimento global e a falta de água. Mas estas preocupações são ofuscadas por outra pauta. Os atuais campeões nos índices de preocupação da juventude são: violência, desemprego, tráfico de drogas, e fome.

Como se não bastasse, 43% dos jovens brasileiros não conhece a palavra sustentabilidade; 42% nunca ouviu falar em desenvolvimento sustentável. Por outro lado, somente 5% conhece a Carta da Terra, e 3% participa de movimentos ambientais.

É inevitável perguntar: sobre o que estamos conversando com os jovens? Preocupados com o planeta que deixaremos para nossos filhos, nos descuidamos deles.

* Regina Migliori é educadora, advogada, escritora, pioneira no Brasil em projetos de Educação e Gestão centrados em Valores, Ética e Sustentabilidade.

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

O melhor emprego do Brasil e mais 39 vagas "verdes"


Quer aproveitar a versão brasileira do melhor emprego do mundo - aquele de zelador de uma ilha na Austrália? Então fique atento: as inscrições para a vaga de zelador da Ilha do Breu, que fica na Baía de Ilha Grande, próxima a Parati (RJ), começam em outubro e ficarão abertas até dezembro.


O escolhido vai ganhar R$ 100 mil por seis meses de trabalho (R$ 50 mil pagos no primeiro dia e outros R$ 50 mil no encerramento do período), além de um bangalô exclusivo para hospedagem, despesas de viagem pagas, três refeições ao dia e seguro de saúde e vida. As tarefas do felizardo serão identificar pontos de mergulho, monitorar o ecossistema da ilha, alimentar peixes e pássaros e atualizar um blog diariamente com fotos e vídeos. Para se candidatar, é preciso saber nadar e mergulhar, comunicar-se bem, ler e escrever em português e inglês e ter espírito aventureiro, segundo os organizadores da seleção, que está aberta apenas para brasileiros.


O objetivo do concurso, a exemplo da versão mundial, é estimular o turismo na região. A vantagem é que o concurso nacional tem mais 39 vagas abertas, além da de zelador. Para conhecer todas as opções e saber como se inscrever, clique aqui.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A cada 50 mil pesquisas, uma árvore plantada


Isso é o que prometem os criadores do buscador eco4planet. Todas as buscas realizadas pelo site são contabilizadas na página inicial e, cada vez que se chega a 50 mil, uma árvore é plantada - e mostrada no blog do buscador, que apresenta fotos de todas as mudas cultivadas desde o início da campanha. Também é possível acompanhar os plantios patrocinados pelo eco4planet no Twitter - basta seguir o perfil do site, que também está presente no orkut.


O buscador "ecológico", que utiliza o sistema Google de Pesquisas Personalizadas, tem fundo preto para que os usuários gastem menos energia ao fazer as buscas.
Dica: Priscila Costa Pires

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sustentabilidade no cinema


Os jornalistas da Revista Idéia Socioambiental elaboraram uma lista com 45 filmes e documentários, de várias épocas e países, que tratam de questões sociais e ambientais. Recomendada para aqueles que têm interesse em se aprofundar ainda mais nesse tema e conhecer diferentes visões de diversos aspectos da sustentabilidade. Entre as obras selecionadas estão:

1) The Age of Stupid - Direção: Franny Armstrong (2008)
2) À margem da imagem - Direção: Evaldo Mocarzel (2003)
3) A Qualquer Preço (A Civil Action) - Direção: Steven Zaillian (1998)
4) Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, And Good Luck) - Direção: George Clooney (2005)
5) Bye, Bye Brasil - Direção: Cacá Diegues (1979)
6) Cidadão Kane (Citizen Kane) - Direção: Orson Welles (1941)
7) Cidade de Deus - Direção: Fernando Meirelles (2002)
8) A Corporação (The Corporation) - Direção: Jennifer Abbott e Mark Achbar (2003)
9) O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow) - Direção: Roland Emmerich (2004)
10) Diamante de Sangue (Blood Diamond) - Direção: Edward Zwick (2006)
11) Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth) - Direção: Davis Guggenheim (2006)

Para ver a lista completa e saber detalhes dos filmes, clique aqui.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Boa notícia: camada de ozônio se recupera



De acordo com pesquisadores europeus, que analisaram dados atmosféricos nas duas últimas décadas, houve um pequeno aumento na quantidade total de ozônio presente na camada que filtra a luz solar e protege o planeta dos raios ultravioleta. A sua diminuição, que foi constatada há mais de 30 anos, aumenta a ocorrência de doenças provocadas por exposição intensa à luz solar, como catarata e câncer de pele, além de prejudicar a vida marinha e provocar o derretimento anormal das calotas polares.

A análise dos dados obtidos por satélites mostra que houve uma redução na camada de ozônio de 1979 a 1997. A partir de então, tem havido um pequeno aumento. Embora os números da recuperação sejam baixos - cerca de 1% por década -, os pesquisadores acreditam que a tendência é que haja uma recuperação significativa no ozônio nos próximos anos.

Se todos nós contribuirmos com a redução das emissões de gases nocivos na atmosfera, com certeza isso ocorrerá.




terça-feira, 22 de setembro de 2009

Você deixaria o carro em casa se o transporte público fosse melhor?


A maioria dos paulistanos afirma que sim, deixaria de usar o carro se o transporte público fosse mais eficiente. Esse foi o resultado da 3ª edição da pesquisa Mobilidade em São Paulo, realizada pelo Movimento Nossa São Paulo com o apoio do Ibope.

De acordo com o trabalho, os paulistanos compraram mais carros em 2009 - 50% dos entrevistados afirmam ter um ou mais veículos em casa, 13 pontos percentuais a mais que no ano passado. Desse total, 29% usam os veículos diariamente. Apesar de ter crescido o número de pessoas com carro, também aumentou o número de paulistanos que utilizariam o transporte público em lugar do automóvel caso houvesse mais alternativas à disposição - 78% do total. E 71% dos entrevistados reclamam do trânsito na cidade, considerando-o ruim (24% do total) ou péssimo (47%).

A pesquisa também revelou que o paulistano gasta, em média, 2 horas e 43 minutos para se deslocar pela cidade diariamente. Na opinião dos entrevistados, o trânsito é uma das áreas mais problemáticas da cidade (38%), ficando atrás apenas da saúde (65%) e da educação (41%). Por isso, cerca de dois terços dos entrevistados preferem que os investimentos públicos nos próximos anos tenham como foco o transporte público. Entre as soluções sugeridas para melhorar a situação do trânsito e da mobilidade em São Paulo, estão a construção e a ampliação das linhas de metrô e trem e ampliação dos corredores de ônibus.
Se você concorda com a maioria dos paulistanos, que tal aproveitar o Dia Mundial sem Carro e pelo menos hoje deixar o carro em casa?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

De Búzios a Cabo Frio, de bicicleta




Desde o início de setembro, está em construção a primeira ciclovia em uma rodovia intermunicipal no estado do Rio de Janeiro. A faixa destinada às bicicletas terá 7,7 km de extensão e ligará Cabo Frio ao Portal de Búzios, na Região dos Lagos, ao longo da rodovia estadual RJ-102.

Um dos objetivos da obra é estimular o uso da bicicleta como meio de transporte entre as duas cidades, localizadas em uma das regiões mais visitadas do Rio de Janeiro, tanto por turistas brasileiros quanto estrangeiros. A previsão é que a ciclovia fique pronta até meados do mês de outubro, a tempo de atender os turistas que devem chegar para aproveitar o verão na região.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Plantas para diminuir a poluição


Além de embelezar residências e escritórios, as plantas têm outra função importante: cientistas americanos acabam de publicar uma pesquisa comprovando que algumas espécies conseguem absorver o ozônio presente em ambientes internos.

Um dos principais componentes da poluição atmosférica, o ozônio também é liberado por equipamentos como impressoras, fotocopiadoras, luzes ultravioleta e sistemas de purificação do ar. Por isso, tem sido considerado um importante causador de problemas de saúde, já que hoje as pessoas passam mais de 80% de seu tempo dentro de casas, escritórios e outros locais fechados - segundo dados do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas de 1998, mais de 2 milhões de pessoas morrem a cada ano em razão da exposição a agentes tóxicos presente no ar em ambientes internos. O ozônio, especificamente, pode causar edemas pulmonares, hemorragia, inflamação e redução da capacidade pulmonar.

De acordo com a pesquisa dos cientistas americanos, a espada-de-são-jorge, o clorofito e a jiboia diminuem a quantidade de ozônio no ambiente em que são colocadas. O grande benefício desta descoberta é que o uso de plantas como método de redução de poluentes é uma alternativa eficiente e de baixo custo aos filtros e outros recursos tecnológicas de controle da qualidade do ar, normalmente muito caros.

Outra planta que pode ser usada para combater a poluição é o aguapé, segundo pesquisas realizadas por cientistas brasileiros. Originária da Amazônia, ela possui propriedades filtrantes, segurando grande quantidade de detritos em suspensãoes, além de absrover metais pesados presentes na água, principalmente ferro, cálcio, manganês e magnésio. Dessa forma, pode formar um sistema de tratamento de efluentes de baixo custo de instalação e manutenção.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Como escolher um carro menos poluente



O Ministério do Meio Ambiente (MMA) acaba de lançar uma ferramenta que ajuda o consumidor a escolher um modelo de automóvel menos danoso para o meio ambiente.

Disponível tanto no site do MMA quanto no do Ibama, ela avalia os carros de acordo com dois índices: a Nota Verde e o Indicador de CO2. A Nota Verde indica, numa escala de 0 a 10, o índice de emissão de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio - quanto maior a nota, menos poluente é o veículo. O Indicador de CO² confere uma nota, de 5 a 10, para a emissão de gás carbônico por quilômetro rodado pelo carro. Da mesma forma que a Nota Verde, o veículo que emitir menos CO2 receberá a nota mais alta.

Para fazer uma pesquisa simples, basta inserir a marca, o modelo e o ano do véiculo - por enquanto, apenas os carros fabricados em 2008 podem ser avaliados. Segundo o MMA, os dados dos veículos 2009 devem ser inseridos até o próximo mês de novembro. É possível ainda fazer uma comparação de até três modelos de carro e acessar a lista completa de todos os veículos inseridos no banco de dados da ferramenta (258 até agora), organizados em forma de ranking pela Nota Verde.

Para os carros a álcool, não há Indicador de CO2, porque se considera que o combustível não emite esse gás, por ser produzido a partir de uma fonte renovável, segundo o MMA. No entanto, de acordo com o ranking da Nota Verde, vários veículos a álcool estão entre os mais poluentes. Então, fique de olho na hora de escolher o seu modelo!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Novidades: pilha de água e sorvete sustentável


Os cientistas têm abusado da criatividade na hora de criar produtos mais amigáveis para o meio ambiente. Alguns até parecem saídos de filmes futuristas.

No Japão, a empresa Aqua Power System Japan criou uma pilha recarregável com água. Batizada com o estranho nome de NoPoPo, que significa No Pollution Power (energia não poluidora), a nova pilha da vem com uma seringa para que o consumidor possa injetar água e recarregá-la, garantindo seu funcionamento por 15 horas.

No campo dos alimentos, a Unilever está tentando criar a fórmula do sorvete sustentável. A idéia é tornar possível que o sorvete seja transportado em caixas na temperatura ambiente e seja colocado no freezer apenas quando o consumidor chegar em casa, depois de comprá-lo. Com isso, haveria uma redução significativa na emissão de carbono na distribuição do produto para os pontos de venda. Segundo os cientistas responsáveis pelo desenvolvimento do sorvete, o desafio é manter a consistência e o gosto da versão atual, refrigerada. Para saber mais, clique aqui (artigo em inglês).

Pronto para incluir esses produtos na sua lista de compras?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Alguém tem que preservar os chatos

Reproduzo aqui um texto muito lúcido do José Maurício de Oliveira*, publicado no blog do Mercado Ético. Vale a pena ler.


ALGUÉM TEM QUE PRESERVAR OS CHATOS


“E eis que o anjo me disse
apertando a minha mão
entre um sorriso de dentes:
vai, bicho, desafinar
o coro dos contentes.”

Torquato Neto

Alguém tem que por limite nas crianças, fechar o bar de madrugada, decidir quem bate o pênalti na final do campeonato. Alguém tem que incentivar a Maísa a voltar para a escola, chamar a polícia quando a galerinha brinca de incendiar mendigos e espancar prostitutas. Alguém tem que avisar que o rei está nu.

.Ser anti-panglossiano, às vezes, parece sina. Somos uma espécie ameaçada de extinção pelo tsunami neurolinguístico e a praga dos sorrisos ortodônticos. Tenho pra mim que a pós-modernidade é filha de um casamento de conveniência entre o parto sem dor e a medicalização das cólicas adaptativas (”here we are now, entertain us…”). É muito provável que passemos para a História, se é que ainda haverá um dia, como a geração que criminalizou a angústia da escolha.

Confortam-me os pequenos sinais de resistência. Daniela Chiaretti trai no Valor Econômico (aqui, para assinantes do jornal) o estranhamento com que testemunhou um workshop ministrado por ambientalistas a pecuaristas “preocupados em colocar os bois na linha”. Cita Sérgio Leitão, do Greenpeace, para quem “o desmatamento zero é como o desenvolvimento sustentável - de repente, todo mundo defende desde criancinha”.

“Dá alergia pensar que o discurso lindo de defesa da Amazônia, que parece ter atingido como um raio todo o governo e todas as lideranças do agronegócio, pode embutir uma chantagem”, escreve. O resgate exigido chama-se pagamento por desmatamento evitado (na versão internacional, seu apelido é REDD; por aqui, há quem o chame de bolsa-pecuarista). Se não for pago, execute-se o sequestrado.

Desconfio desse surto de simpatia botânica por outros motivos. A Amazônia é “lá longe”. Preservá-la para conter a crise ambiental dentro de um limite tolerável é uma ideia sensata, ainda que complexa. Mas temo que para muitos se afigure como uma saída de conveniência, tipo bônus sem ônus, almoço grátis - exceto talvez para os 20 milhões de amazônidas, carentes de boas políticas públicas e alternativas consistentes de desenvolvimento, do tipo que chamamos de sustentável, como a criação de reservas produtivas nas áreas já exploradas e os sistemas de produção consorciada de alimentos e energia defendidas por Ignacy Sachs no relatório “Amazônia - laboratõrio das biocivilizações do futuro” (aqui, em pdf).

Criamos até um discurso de cobertura e o repetimos como um bordão durante anos: a Amazônia responde por mais de 70% das emissões brasileiras. Deter o desmatamento no bioma e recuperar as áreas degradadas eximiriam a todos de olhar para nossos quintais urbanos, em busca do que eles nos dizem sobre o modo como produzimos e consumimos.

Bem que José Eli da Veiga avisou (aqui, em pdf). Ao ler com atenção o inventário de emissões brasileiras publicado há quinze anos (!!!), ele flagrou o erro crasso por trás do disparate que se fez bordão.

“O que ali está estampado com muita clareza é que 75,4% das emissões do Brasil de 1994 podiam ser atribuídas ao conjunto das ‘mudanças no uso da terra e florestas’ (MUTF), no qual deviam ser creditadas aos desflorestamentos 96% das emissões líquidas. E desse subtotal, somente 59% cabiam ao bioma amazônico (26% ao Cerrado, 6% à Mata Atlântica, 5% à Caatinga e 4% ao Pantanal). O que significa que, em 1994, tão-somente 42,7% do total das emissões brasileiras totais podiam ser atribuídas a desmatamentos amazônicos.”

De lá pra cá, as emissões extra-MUTF (transportes, energia e indústria em destaque) cresceram em torno de 45%, segundo cálculos do MCT mencionados por Veiga em junho e divulgados pelo governo na semana passada. Some-se a isso a explosão do desmatamento no Cerrado, por conta da expansão da fronteira agrícola, e temos no centro do palco o núcleo duro da economia brasileira.

Amazônia, carros flex, sacolinhas de pano e pensamento positivo serão suficientes? Veiga sabe que não. “Enquanto os outros grandes emissores se empenharão na busca de inovações que poderão descarbonizar os setores secundário e terciário, mais uma vez o Brasil será estimulado a dormir em berço esplêndido. A concentrar-se no barato abatimento de emissões por redução de desmatamento e modernização agropecuária, para depois ficar ainda mais dependente das famosas transferências de tecnologia.”

“Que o céu nos proteja dos otimistas”, radicaliza a jornalista francesa Mona Chollet, editora de Peripheries.net, em artigo publicado pelo Le Monde Diplomatique Brasil (edição de setembro, nas bancas). Para ela, não deveríamos nos contentar com soluções técnicas face ao que chama de “encontro da espécie com os limites da biosfera” (très chic: adoro os franceses!!!). “O que deve e pode ser revisado é todo o nosso modo de pensar, além da representação que fazemos da espécie humana e de seu lugar no mundo”.

Sei não… É muita assadura para bumbuns habituados a não tolerar o desconforto, penso eu. Mudanças desse porte costumam ser empreendidas pelos que sentem não ter mais nada a perder. E esse não parece (ainda?) ser o nosso caso.

De qualquer modo, alguém tem que preservar os chatos. São o único antídoto de que dispomos ao pensamento mágico com que tentamos curvar a realidade aos nossos desejos infantis.

Num tempo de consensos midiáticos, em que pecuaristas fingem abraçar árvores e ambientalistas aplaudem, fico com a sensação de que morreremos todos abraçados aos bois. Será uma boa oportunidade para testar a premissa pós-moderna vislumbrada por Torquato Neto, poeta, chato e suicida, com quem abri e fecharei:

“Leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi.”

* Jornalista, diretor de Redação do Mercado Ético.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Brinquedos mais ecológicos


Quem disse que a sustentabilidade não pode entrar na brincadeira? A fabricante de brinquedos brasileira Estrela está apostando suas fichas nisso já algum tempo.

No segundo semestre de 2008, a empresa lançou uma versão ecológica de um dos seus mais tradiconais jogos de tabuleiro - o Banco Imobiliário Sustentável. Nesta vesão, as propriedades são reservas naturais do Brasil, as companhias de transporte deram lugar a empresas ecológicas e as cartas de Sorte ou Revés são temáticas. Ganha quem proteger as terras do desmatamento ou participar de uma ONG, e perde quem usar agrotóxico ou destruir a plantação. E todas as peças do jogo, inclusive a embalagem, são feitas com papel reciclado.

Agora, a empresa acaba de anunciar que deixará de usar plástico para envolver as caixas de seus jogos já em 2009, para não gerar mais resíduos no meio ambiente. As embalagens serão reforçadas, com o uso de papéis cartão duplex de maior gramatura e papelão microondulado, e receberão um acabamento com verniz especial, para que não estraguem durante o transporte e o manuseio. Para evitar violação, as caixas passarão a ser lacradas com selos autoadesivos.

Até 2011, a Estrela também pretende lançar brinquedos feitos de polietileno “verde”, obtido a partir da cana-de-açúcar, no lugar de outros plásticos. Para isso, a empresa fez uma parceria com a Braskem, que irá produzir a matéria-prima em larga escala nos próximos anos.

Assim, os brinquedos causarão menos impacto ao meio ambiente e ainda vão ajudar na educação ambiental das crianças.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Prêmios para projetos de sustentabilidade


Dois prêmios que tratam de sustentabilidade estão com inscrições abertas até o dia 28 de setembro. São eles o Prêmio Minha Comunidade Sustentável e o Concurso Banco Real Universidade Solidária.

O Prêmio Minha Comunidade Sustentável é realizado pela Editora Basset, por meio da revista Carta na Escola, em parceria com a ONG Ação Educativa, com o objetivo de apoiar a criação e execução de projetos escolares inovadores, que apresentem propostas para promover a sustentabilidade da vida no planeta, em suas três dimensões - econômica, social e ambiental.

O Concurso Banco Real Universidade Solidária, por usa vez, é voltado a instituições de ensino superior, estimulando a implementação de projetos que fortaleçam o desenvolvimento da extensão universitária e contribuam para a geração de renda de comunidades nas diferentes regiões do país. É executado pela ONG Universidade Solidária com apoio do Banco Real.

Se você tem algum projeto que tenha a ver com esses prêmios, aproveite e inscreva-se.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pagamento para evitar desmatamento


O que você acha da idéia de o governo pagar um benefício para quem mantiver a floresta amazônica de pé? É o que o governo do Acre está pretendendo fazer nos próximos 15 anos. O projeto prevê destinar R$ 478 milhões para extrativistas, índios e agropecuaristas que conseguirem evitar desmatamentos e, consequentemente, reduzir emissões de gases causadores do efeito estufa. Também serão beneficiados aqueles que conseguirem produzir mais usando menos terreno ou gerar renda com atividades que mantenham a floresta em pé.

O projeto está disponível para consulta pública até o início do próximo mês de novembro no portal do governo acreano. Se você considera a Floresta Amazônica importante, dê sua opinião!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dia Mundial Sem Carro


No próximo dia 22 de setembro, lembre-se de deixar o carro em casa. Essa é a data do Dia Mundial Sem Carro, evento cujo objetivo é fazer as pessoas, além de não usar o carro por um dia, refletirem sobre soluções para melhorar a qualidade de vida nas cidades. Entre elas, está a busca por modelos mais sustentáveis de transporte, que reduzem o trânsito e a poluição do ar.

Em São Paulo, um dos organizadores do evento é o Movimento Nossa São Paulo, que está organizando ações com foco em transporte público de qualidade, menos poluição do ar, respeito ao pedestre, mais ciclovias e mobilidade urbana. Outras organizações envolvidas são Instituto Akatu, Campanha Tic Tac, Coletivo Ecologia Urbana, SOS Mata Atlântica, Respira São Paulo, Sesc e Transporte Ativo.

A programação do Dia Mundial Sem Carro começam no dia 17 de setembro, com o desafio intermodal: paulistanos percorrerão o trajeto entre a Av. Eng. Luiz Carlos Berrini até a sede da Prefeitura de São Paulo, na região central, utilizando bicicleta, metrô, ônibus, carro, moto, helicóptero ou mesmo a pé no horário de maior trânsito, para avaliar quem chega mais rápido. As atividades continuam nos dias seguintes até o dia 22, o Dia Mundial Sem Carro, quando se espera que as ruas da cidade fiquem mais vazias - de carros, claro.

Para conferir toda a programação do evento e saber como participar, clique aqui.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Oportunidade de trabalho em sustentabilidade


Se você tem interesse em trabalhar com sustentabilidade e na Amazônia, tem até o dia 13 de setembro para entrar em contato com o Instituto Peabiru. A ONG, sediada em Belém (PA), está com uma vaga aberta para técnico em metodologia de intervenção social, monitoramento, avaliação e pesquisa social. O candidato deve ter disponibilidade para morar em Belém e viajar pelo interior do Pará e outras regiões da Amazônia.

Os interessados devem colocar o currículo na plataforma lattes e enviar o link, junto com uma carta de apresentação e um texto sobre um projeto do qual tenham participado, diretamente para o email peabiru@peabiru.org.br. Para conhecer os detalhes da vaga, veja o edital disponibilizado pela Revista Envolverde.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

São Paulo terá indicadores de bem-estar


Até o dia 30 de setembro, o Movimento Nossa São Paulo está coletando a opinião dos habitantes de São Paulo sobre os fatores que promovem seu bem-estar. Os dados servirão para construir os Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (IRBEM), que deverão orientar as ações de empresas, organizações, governos e sociedade civil voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população.

Para participar, os interessados devem preencher um questionário, elaborado pelos grupos de trabalho e pela secretaria executiva do Movimento, indicando quais itens mais valorizam dentro de 24 temas, como transporte, educação, saúde, meio ambiente. No site do Movimento, há um formulário disponível para crianças e adolescentes de 10 a 15 anos e outro para maiores de 16 anos. O Movimento também disponibiliza um manual para professores e educadores que queiram trabalhar o preenchimento do questionário em sala de aula.

Em outubro, os resultados dessa consulta pública serão incorporados à pesquisa anual do Movimento Nossa São Paulo, a ser realizada em novembro. Em seguida, os dados serão sistematizados para a construção dos IRBEM. O lançamento dos indicadores está previsto para o dia 25 de janeiro, o aniversário da cidade.

A mobilização é importante para ajudar a melhorar a qualidade de vida na cidade de São Paulo. Participe e divulgue!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ajude a melhorar a cidade de SP


Cuidar da qualidade de vida da cidade onde mora também é fundamental para quem se preocupa com sustentabilidade.

Em São Paulo, já existe um instrumento que facilita a tarefa das pessoas interessadas nessa questão. Trata-se do portal Urbanias, que oferece ferramentas da web para facilitar a mobilização e a comunicação entre as pessoas. No site também é possível encontrar conteúdo de interesse público gerado pela equipe do portal e pelos próprios usuários, que podem postar reclamações, avisos, eventos e classificados. As demandas são encaminhadas para os órgãos públicos responsáveis.

O portal oferece ainda informações sobre trânsito aos usuários, que recebem atualizações por e-mail, SMS, MSN ou twitter. Uma das ferramentas mais interessantes do portal é a calculadora para descobrir quanto custa manter um carro e a diferença de gasto que você teria caso utilizasse transporte público. Em breve, o Urbanias deve ter uma área específica sobre meio ambiente e política.

Para poder usar essas ferramentas e participar das discussões, é necessário se cadastrar, como em qualquer comunidade virtual. Por enquanto, o acesso é gratuito.

O site ainda está disponível em versão beta. Algumas áreas ainda não estão prontas e outras não funcionam direito. Mas vale a pena visitar - e participar -, porque a idéia é muito boa.