terça-feira, 8 de junho de 2010

Em defesa das rolhas de cortiça


Ontem, pela primeira vez, abri um vinho com tampa de rosca em vez da tradicional cortiça - e torci o nariz. E hoje, por coincidência, me deparei com uma matéria da revista Adega, especializada em vinhos, sobre uma campanha feita pelos franceses a favor do uso de rolhas de cortiça nas garrafas da bebida. Infelizmente, elas vêm sendo gradualmente sendo substituídas por rolhas de plástico ou alumínio.

Além da tradição e do sabor do vinho, há um outro aspecto a considerar nessa questão - o ambiental. Pesquisas mostram que a rolha de cortiça gera dez vezes menos emissões de carbono na sua produção que as tampas de plástico e 26 vezes menos que as tampa de rosca. Também é um material natural, biodegradável e reciclável, que não requer a derrubada da árvore do qual é extraído. E ainda é possível usar as rolhas para criar peças artesanais muito interessantes.

Bom, para mim, esses são motivos suficientes para apoiar a campanha a favor das rolhas de cortiça. Por isso, eu fico com os franceses. Lá em casa, só entram vinhos fechados com elas. Salut!

4 comentários:

  1. Visite a Ong da Rolha

    http://ongdarolha.webnode.com.pt/

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  2. Em defesa das rolhas de cortiça. Preserve essa ideia.
    No natal de 2009, durante uma de suas degustações, Alessandro Garcia, Sidney Garcia e Claudio Frazão (Respectivamente), incentivados pelos presentes, tiveram a ideia de criar uma instituição para defender, cuidar e discutir os assuntos relacionados as rolhas, em especial as tradicionais rolhas de cortiça cuja fabricação tem sido ameaçada, pela crescente substituição por rolhas de plástico, em decorrência do intitulado desenvolvimento sustentável com a preservação da natureza. Mas como aceitar essa substituição com sensível prejuízo ao sabor do vinho e suas tradições? Então, por que não reciclar as rolhas de cortiça. Seria esse o caminho? Então se instituiu a ONG DA ROLHA - Ano I.
    http://www.ongdarolha.com/
    www.brasilviaweb.com.br/a/ong-da-rolha
    http://ongdarolha.blogspot.com

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  3. É...só que o que deve prevalecer e além de estar em voga em tempos contemporâneos onde novos ,especificos e nobres valores devem ficar é a sustentabilidade, que não se trata apenas de responsabilidade socio ambiental e sim além. ''Número impressionante''também é para os bolsos de alguns, onde outros mais ''pagam'' também outro número impressionante. Claro, que a única coisa indiscutível é eficácia e qualidade das cortiças...por isso enquanto isso seguimos ao menos com os recursos de reciclagem, talvez quem sabe, menos agressão?álias outra coisa, é a desinformação, já ouvi muita gente dizer que elas -a cortiça-'' vêm de florestas brasileiras ou que crescem como esponja nos oceanos''; por outro lado tem as campanhas para desmistificar as desinformações com petições para boicotar os vinhos de rolhas artificiais!Como tudo que rola guerra, só fica mesmo os interesses de cá ,os ganhos de lá, ou vice-versa! Belo post, que atualiza,que reaquece há quantas andas o desenvolvimento! Nádia.. .....

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  4. Eu gostaria de doar rolhas de cortiça. Guardo várias e gostaria que elas fossem recicladas!

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